Lino: Governo cumpriu prazo e orçamento estipulado em 2006

O ministro das Obras Públicas disse hoje que quando chegou ao Executivo as obras do prolongamento da linha Vermelha do metropolitano de Lisboa estavam paradas e que este Governo cumpriu o prazo e o orçamento estipulados em 2006.

Mário Lino justificou assim o atraso na conclusão da ligação Alameda/S.Sebastião hoje inaugurada, e que irá permitir a ligação das quatro linhas do metropolitano (Verde, Vermelha Amarela e Azul.

"Em 2006, este Governo pediu à administração do Metro um cronograma e um orçamento para completar este programa que estava parado quando chegámos ao Governo. O estudo de impacto ambiental tinha obrigado a fazer grandes alterações ao projecto e várias outras questões tinham contribuido para que esta obra estivesse parada", disse Mário Lino aos jornalistas à margem da cerimónia de inauguração no novo troço da linha Vermelha, que abre ao público esta tarde.

Recusando a ideia de estar a lançar culpas sobre o anterior executivo PSD/CDS-PP, Mário Lino lembrou que nessa altura era prática fazer concursos e adjudicar obras antes de conhecidos os estudos de impacto ambiental e quando estes obrigavam a grandes alterações nos projectos era necessário voltar ao início.

"Foi apresentado um cronograma que apontava que esta obra acabava em Julho, acabou em Agosto, e um orçamento de 197 milhões de euros, custou 210 milhões. O que importa é que construímos dentro do prazo e com o orçamento que nos propusemos fazer", disse Mário Lino.

O prolongamento da linha Vermelha Alameda/Saldanha/S. Sebastião tem 2,2 quilómetros e extensão, duas novas estações (Saldanha II e S. Sebastião II) e vai servir 32 milhões de passageiros por ano.

Em termos estéticos, a estação Saldanha II tem como tema a obra literária de Almada Negreiros, com uma intervenção plástica do seu filho José Almada Negreiros.

O desenho da estação S. Sebastião II inspira-se nos azulejos tradicionais e é um projecto da artista Maria Keil.

O novo troço da linha Vermelha, que cruza pela primeira vez, as restantes três linhas de metropolitano (Verde, Amarela e Azul) irá diminuir até 15 minutos os tempos de percurso.

A obra iniciada em 2003 e com previsão de conclusão em 2006 foi inicialmente orçamentada em 132 milhões de euros. Terminou em 2009 e com um custo total de 210 milhões de euros.

O arrastar das obras mereceu críticas de comerciantes e moradores da zona, que em dia de inauguração não foram esquecidos e a quem foi agradecida "a paciência".

"Qualquer obra deste género provoca sempre inconvenientes. É sempre uma grande perturbação. Procurámos mininizar os inconvenientes, mas eles existiram por isso agradeci puublicamente às populações que foram afectadas durante estes anos. Mas agora estas populações ficarão beneficiadas, dá melhor mobilidade e atrai mais gente. Vão colher agora os benefícios", disse Mário Lino.

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