Legislativas fora da agenda de reunião da distrital

O PSD/Lisboa reúne-se terça-feira para aprovar a composição das listas para as autárquicas, disse à Lusa o líder deste órgão social-democrata, que desvaloriza a contestação interna e admite recandidatar-se depois das eleições.

A reunião do PSD/Lisboa, marcada para terça-feira ao final da tarde, servirá para aprovar as listas para as eleições autárquicas, a 11 de Outubro, mas a polémica em relação aos candidatos do PSD às legislativas - a 27 de Setembro - não consta da agenda da reunião, referiu Carlos Carreiras.

"Não é essa a minha perspectiva, mas já estou como o outro: 'prognósticos só no fim do jogo'", afirmou o líder da distrital de Lisboa.

Carlos Carreiras desvalorizou a contestação interna de que tem sido alvo nos últimos dias na sequência das críticas que teceu à comissão política nacional do partido sobre as opções na elaboração das listas eleitorais, e que hoje classificou de "truques".

Na sexta-feira passada, o conselheiro nacional do PSD Fernando Ferreira apresentou a demissão da comissão política distrital de Lisboa por discordar que o líder da distrital tenha criticado Manuela Ferreira Leite. No mesmo dia, o líder da JSD/Lisboa classificou as declarações de Carlos Carreiras de "irresponsáveis e nefastas".

Por outro lado, o líder do PSD/Lisboa nega a existência de um abaixo-assinado a pedir que "se cale ou se demita", que, segundo o jornal Expresso, recolheu mais de cem assinaturas. 

"Não havia abaixo-assinado. É estranho que um abaixo-assinado não tenha um nome, um cabeça", disse Carlos Carreiras, que referiu ter recolhido a informação de que "não houve qualquer movimentação".

Para o líder social-democrata, "foi um truque".

"Não estamos a falar de política. São truques e más práticas que nos temos empenhado em combater. Nós sabemos quem são as pessoas que só sabem agir no partido com truques e com manobras", afirmou, acrescentando que "são 1.250 delegados, mesmo que fossem cem a assinar, não chegavam a dez por cento", disse, lembrando que foi eleito por 3.000 votos. 

O presidente do PSD/Lisboa reiterou que não se demitirá do cargo e adiantou que "em princípio" voltará a candidatar-se nas eleições internas, em Novembro, depois de fazer a avaliação dos resultados do PSD nas legislativas e nas autárquicas.

"Em princípio serei recandidato", afirmou.

Na semana passada, o líder da distrital de Lisboa criticou a inclusão de António Preto e Helena Lopes da Costa, arguidos em dois processo, nas listas da capital, por imposição da direcção. Em entrevista ao jornal i, Carlos Carreiras disse mesmo que o PSD pode ter perdido as eleições devido à composição das listas paras as legislativas de 27 de Setembro.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG