Interrogatório judicial do líder durante a tarde

O único detido que não pertence à PSP do grupo suspeito de tráfico de droga e segurança privada ilegal na Grande Lisboa foi já inquirido esta manhã no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.

Segundo fonte judicial, está a ser ouvido um outro detido e, para de tarde, deverá ficar o primeiro interrogatório judicial do quinto elemento do grupo, um agente da zona de Cascais considerado o "líder" da organização que, segundo as autoridades, protegia alguns suspeitos ligados ao tráfico de droga, perseguindo os seus concorrentes, entre outros crimes.

O processo está a ser liderado pelo juiz Carlos Alexandre que, no sábado, ouviu um chefe de esquadra do Estoril e um subcomissário da Divisão Criminal de Cascais da PSP.

O interrogatório só terminou cerca das 22:00 e à saída, os advogados recusaram-se a prestar declarações. As medidas de coação só serão conhecidas depois de o juiz ter ouvido todos os detidos.

Os cinco detidos têm idades entre os 32 e 47 anos e são todos do Comando Metropolitano de Lisboa, designadamente da zona de Cascais. Os polícias constituídos arguidos estão ainda no activo, podendo vir a ser alvo de processos disciplinares.

No âmbito de uma investigação coordenada pela Unidade Especial de Combate à Criminalidade Especialmente Violenta do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, iniciada em Março, outros quatro suspeitos - incluindo três elementos da PSP (um oficial e dois agentes) - foram também constituídos arguidos, mas não foram detidos por "não estarem reunidos os pressupostos legais para a sua detenção".

No decurso da investigação cumpriram-se 19 mandados de busca que visavam residências, quatro estabelecimentos de diversão nocturna e duas esquadras de polícia, entre outros locais, segundo o intendente Luís Elias.

Na operação foram apreendidos cinco revólveres, quatro pistolas, três caçadeiras, três armas de alarme, uma arma de alarme adaptada, uma carabina, uma pressão de ar, cerca de 1.300 munições de diversos calibres, diversas armas brancas, equipamento de vigilância, equipamento informático, oito viaturas e cerca de 13.500 euros em numerário.

O Ministério Público vai pedir a prisão preventiva dos quatro polícias, segundo disse à Lusa fonte do DIAP.

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