Um morto e um ferido grave em queda de helicóptero

Um morto, um ferido grave e um ligeiro. Este foi o resultado da queda de um helicóptero que, ao início da tarde desta quarta-feira, recolhia imagens para a EDP em Monchique.

Eram mais ou menos 14.30, o céu estava limpo e as filmagens corriam dentro da normalidade. Mas de repente, a hélice do helicóptero embateu num cabo de média tensão e o aparelho caiu. Os três ocupantes, esses, todos eles se transformaram em vítimas: Um morreu e dois ficaram feridos.

O piloto - que segundo o jornal Folha de Motemor dá pelo nome de Pedro Carriço - tem 35 anos e sofreu uma "amputação do membro inferior até ao nível do joelho". A informação foi dada ao DN pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), adiantando que a vítima foi transportada para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa. À Folha de Motemor, fonte hospitalar terá dito que "não deve correr perigo de vida".

O outro ferido tinha também 35 anos e segundo informou ao DN o Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro, seria um dos técnicos da EDP que seguiam com o piloto no helicóptero. De acordo com o INEM, "apresentava dores lombares" e foi levado de ambulância para o Hospital de Portimão.

Quanto à vítima mortal, é mais um homem, tem 55 anos e era o terceiro ocupante do helicóptero.

Ao DN o presidente da Câmara de Monchique, Rui André, disse que o helicóptero caiu por volta das 14.30 em Vale de Água de Cima, na freguesia de Marmelete, quando estava a recolher imagens para a EDP. Ao que tudo indica, o aparelho terá caído após uma hélice ter tocado num cabo de média tensão. De acordo com Rui André, após o acidente, houve uma falha de energia e as casas das imediações ficaram sem luz. Ao todo, como disse ao DN a presidente da Junta de Freguesia de Marmelete, Marta Martins, terão sido 300, as pessoas a ficar sem energia elétrica.

Segundo o CDOS de Faro, "o alerta chegou às 14.27 através do 112 e apontava para uma acidente aéreo. Uma aeronave que tinha colidido com cabos eletricos caiu, provocando um morto e dois feridos".

As vítimas foram inicialmente socorridas por um grupo de madeireiros que estava a cortar árvores e lenha na serra, tendo sido eles a lançar o alerta e a pedir meios de socorro. O piloto encontrava-se, na altura, inconsciente e ainda preso pelo cinto de segurança. No interior do helicóptero estava uma pessoa já sem vida e o terceiro ocupante encontrava-se no exterior com ferimentos.

Segundo o CDOS, para o local do acidente foram dez veículos, e 26 operacionais dos Bombeiros e da GNR de Monchique, o INEM (com uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação - VMER, um helicóptero e várias ambulâncias) e a Proteção Civil.

O helicóptero é propriedade da companhia Heliportugal que o DN já tentou contactar. Para além de filmagens aéreas, esta empresa presta serviços de combate a incêndios florestais, trabalhos em alta tensão, transporte de passageiros, heli-ambulância e operações de offshore.

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