Raças de gatos raros conquistam criadores portugueses

A raça de gatos Spinx, que se caracteriza por não ter pêlo, tem vindo a conquistar os criadores portugueses nos últimos anos.

Manuela Galeão, criadora desta raça há apenas 2 anos, juntamente com mais 140 criadores, marca presença na 9.ª Exposição Internacional de Felinos em Elvas.

São cerca de duzentos gatos de 24 raças diferentes, desde Persas, Exóticos, Bosques da Noruega, Maine Coon, Bengal ou Azul Russo, que integram a 9.ª Exposição Felina Internacional de Elvas, que abriu hoje ao público.

"Esta raça de gato tem origem no Canadá e a sua principal característica física é não ter pêlo, o que faz com que sejam excelentes para termos em casa e fáceis de tratar", disse Manuela Galeão à agência Lusa.

Os gatos Spinx causam estranheza aos demais pelo seu aspecto invulgar. "As pessoas olham com estranheza para eles. Chamam-lhes feios e esquisitos, mas é só até lhes tocarem. Depois do toque conquistam-nos, porque têm uma pele muito suave", afirmou a criadora.

Manuela Galeão tem actualmente 9 gatos de raça Spinx. "A procura tem vindo a aumentar no nosso país. Os preços variam entre os 850 e os 1.500 euros", referiu à agência Lusa.

A 9.ª Exposição de Felinicultura Internacional de Elvas é já uma referência a nível europeu e reúne anualmente os principais criadores de gatos provenientes de diferentes países europeus.

A exposição internacional decorre até domingo, no Centro de Negócios Transfronteiriço da cidade raiana de Elvas, numa organização do Clube Português de Felinicultura, com o apoio do município local.

Em Portugal, as raças de gatos mais comuns são os "Europeus, Persas e Bosques da Noruega", afirmou João Noronha, presidente do Clube Português de Felinicultura.

No entanto, há raças que correm o risco de se perderem. "Os Siameses e os Orientais são os gatos que mais dificuldade temos em encontrar. Existem apenas três criadores no nosso país. Tem sido necessário trabalhar junto dos donos e meter sangue novo para não se perderem", disse João Noronha.

Durante dois dias, o público tem a oportunidade de apreciar raças de gatos como Persas, Exóticos, Bosques da Noruega, Maine Coon, Sagrados da Birmânia, Europeus, Abissínios, Brithish, Chartreux, Azul Russo, Somali, Bengal, Siameses ou os Orientais.

A entrada do público é gratuita e a exposição decorre até às 18.30 de domingo.

O Clube Português de Felinicultura, único órgão reconhecido oficialmente em Portugal nesta área, é detentor do Livro de Origens Português e membro da Federação Internacional Felina (FIF), o maior órgão felino a nível mundial.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Pode a clubite tramar um hacker?

O hacker português é provavelmente uma história à portuguesa. Rapaz esperto, licenciado em História e especialista em informática, provavelmente coca-bichinhos, tudo indica, toupeira da internet, fã de futebol, terá descoberto que todos os estes interesses davam uma mistura explosiva, quando combinados. Pôs-se a investigar sites, e-mails de fundos de jogadores, de jogadores, de clubes de jogadores, de agentes de jogadores e de muitas entidades ligadas a esse estranho e grande mundo do futebol.

Premium

Opinião

"Orrrderrr!", começou a campanha europeia

Através do YouTube, faz grande sucesso entre nós um florilégio de gritos de John Bercow - vocês sabem, o speaker do Parlamento britânico. O grito dele é só um, em crescendo, "order, orrderr, ORRRDERRR!", e essa palavra quer dizer o que parece. Aquele "ordem!" proclamada pelo presidente da Câmara dos Comuns demonstra a falta de autoridade de toda a gente vulgar que hoje se senta no Parlamento que iniciou a democracia na velha Europa. Ora, se o grito de Bercow diz muito mais do que parece, o nosso interesse por ele, através do YouTube, diz mais de nós do que de Bercow. E, acreditem, tudo isto tem que ver com a nossa vida, até com a vidinha, e com o mundo em que vivemos.

Premium

Marisa Matias

Mulheres

Nesta semana, um país inteiro juntou-se solidariamente às mulheres andaluzas. Falo do nosso país vizinho, como é óbvio. A chegada ao poder do partido Vox foi a legitimação de um discurso e de uma postura sexistas que julgávamos já eliminadas aqui por estes lados. Pois não é assim. Se durante algumas décadas assistimos ao reforço dos direitos das mulheres, nos últimos anos, a ascensão de forças políticas conservadoras e sexistas mostrou o quão rápida pode ser a destruição de direitos que levaram anos a construir. Na Hungria, as autoridades acham que o lugar da mulher é em casa, na Polónia não podem vestir de preto para não serem confundidas com gente que acha que tem direitos, em Espanha passaram a categoria de segunda na Andaluzia. Os exemplos podiam ser mais extensos, os tempos que vivemos são estes. Mas há sempre quem não desista, e onde se escreve retrocesso nas instituições, soma-se resistência nas ruas.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Ser ou não ser, eis a questão

De facto, desde o famoso "to be, or not to be" de Shakespeare que não se assistia a tão intenso dilema britânico. A confirmação do desacordo do Brexit e o chumbo da moção de censura a May agudizaram a imprevisibilidade do modo como o Reino Unido acordará desse mesmo desacordo. Uma das causas do Brexit terá sido certamente a corrente nacionalista, de base populista, com a qual a Europa em geral se debate. Mas não é a única causa. Como deverá a restante Europa reagir? Em primeiro lugar, com calma e serenidade. Em seguida, com muita atenção, pois invariavelmente o único ganho do erro resulta do que aprendemos com o mesmo. Imperativo é também que aprendamos a aprender em conjunto.