Quatro mulheres carteiristas detidas pela PSP

A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve quatro mulheres por furto de carteira a um turista, a quem levaram mais de 2.500 euros em moeda estrangeira, disse hoje fonte policial à Agência Lusa .

O furto ocorreu na tarde de quarta-feira na zona de Alfama, quando as mulheres, com idades entre os 25 e 32 anos, já referenciadas pelas autoridades pela prática deste crime, rodearam "o turista para perguntar as horas e dificultaram a sua movimentação", referiu a fonte. O furto realizou-se durante o cerco pelas carteiristas: enquanto duas mulheres distraíam a vítima, as outras duas furtaram a carteira e valores, detalhou à Agência Lusa fonte da Divisão de Investigação Criminal (DIC) daquela força de segurança.

As "envolvidas já têm diversos processos relacionados pelo mesmo tipo de crime", e ainda na quarta-feira foram presentes a um juiz para interrogatório judicial, onde lhes "foi aplicada a medida de coação de apresentações trissemanais na esquadra de residência", disse a mesma fonte da DIC. O método de operação denota uma "grande organização entre estes grupos de carteiristas, onde cada um tem a sua missão bem definida, de forma a terem êxito nas suas ações", divulgou entretanto o Comando Metropolitano de Lisboa em comunicado às redações.

No documento, a PSP alerta para a vantagem de se transportar valores e documentos "distribuídos por diversos locais, malas e bolsos, e transportar as malas na parte da frente do corpo, desconfiando sempre de encontrões e situações de pressão". A detenção em flagrante delito ocorreu quando agentes à civil passavam por Alfama, pertencentes à Divisão de Segurança a Transportes Públicos, e presenciaram as autoras do crime a furtarem o turista, inscreve o comunicado. Ainda de acordo com a PSP, os bens foram restituídos ao seu legítimo proprietário incluindo a moeda estrangeira no valor de 2.520 euros.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.