Moita vai receber a maior Feira Taurina do país

A vila da Moita vai receber, entre os dias 12 e 16 de Setembro, a maior Feira Taurina do país, com quatro corridas e um espectáculo dedicado aos mais jovens.

António Manuel Cardoso, responsável pela empresa Toiros e Tauromaquia, que tem a seu cargo a praça Daniel do Nascimento, na Moita, afirmou que montar a feira obriga a um árduo trabalho ao longo de todo o ano. "A Feira da Moita é a maior e a mais importante do país e assim que terminou a do ano passado começamos logo a pensar na edição deste ano. São 365 dias a pensar na maneira mais correta de não defraudar os aficionados e a grande tradição da praça Daniel do Nascimento", disse em declarações à Lusa.

A arena da Daniel do Nascimento vai receber um espectáculo dedicado aos jovens no dia 12 de Setembro, três corridas dedicadas ao toureio a cavalo e ainda uma dedicada exclusivamente ao toureio a pé, com a presença confirmada de nomes como João Moura, João Salgueiro, Joaquim Bastinhas, Luís Rouxinhol, Pablo Hermoso de Mendoza, Bautista ou Fandiño. "Temos um caderno de encargos para cumprir e depois queremos ter as primeiras figuras a nível nacional e internacional. Penso que a feira está bem rematada, com grandes figuras e nós somos os primeiros sonhadores, pois somos nós que idealizamos os cartéis", explicou.

António Manuel Cardoso, conhecido no meio por Néné, disse que agora vive momentos de grande ansiedade até ao fim da feira. "Vão ser momentos de grande ansiedade e nervosismo, com muita adrenalina e com medo que alguma coisa falhe mas estamos confiantes que com os cartéis conhecidos, temos o nosso trabalho realizado", afirmou. O empresário foi durante muitos anos forcado, mas considerou que a actual função é bem mais complicada do que pegar toiros: "Ser forcado são dez segundos de medo mas montar uma feira destas é pegar muitos toiros todos os dias".

A terminar, Manuel Cardoso comentou também as várias manifestações que existem contra a festa brava, referindo que este ano aconteceram mais corridas e o número de espectadores foi maior. "Na Moita e em todas as praças o que noto é que há cada vez mais jovens a vir aos toiros e isso é importante, a renovação do aficionado. Há pessoas contra os toiros, mas eu também posso não gostar de um concerto de rock mas não impeço ninguém de ir. Estamos num país livre e cada um deve ir ao que gosta", concluiu.

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