Elementos de Marvila protestam na Avenida da Liberdade

Elementos da marcha de Marvila protestaram esta manhã na Avenida da Liberdade contra a classificação atribuída pelo jurí, que os colocou em 12.ºlugar.

Em declarações à Lusa, Marco Silva considerou que "não há qualquer justificação lógica" para a marcha de Marvila ter ficado em 12.º lugar, adiandando que os marchantes não conseguem compreender os motivos de tal classificação.

"Quando saímos do pavilhão [Meo Arena, uma das fases da avaliação das marchas], todos, inclusive elementos de outras marchas, achámos que era para o primeiro ou segundo lugar", afirmou, adiantando que os 50 elementos que compõem a marcha de Marvila estavam pelas 08:00 a juntar-se para partir em protesto para a Avenida da Liberdade.

De acordo com o representante de Marvila, será apresentado um protesto por escrito ao júri das marchas ainda hoje.

"Primeiro nem aparecemos na tabela da classificação, depois parece que havia um erro e fizeram uma atualização e depois percebemos que tínhamos ficado em 12.ºlugar", contestou.

O bairro de Alfama foi o vencedor da edição deste ano das Marchas Populares de Lisboa, segundo anunciou a EGEAC, empresa municipal responsável pelos equipamentos e pela animação culturais.

O segundo lugar foi atribuído à Marcha de Alcântara e o terceiro à do Bairro Alto.

No Desfile das Marchas Populares na Avenida da Liberdade participaram 22 Marchas, das quais 20 entraram em competição, bem como alguns grupos convidados.

As Marchas Populares são avaliadas com uma pontuação de 0 a 20 e em dois momentos, no MEO Arena, nas categorias de Coreografia, Cenografia, Figurino, Melhor Letra, Musicalidade, Melhor Composição Original e Desfile da Avenida.

Por categorias, Alcântara foi o bairro melhor classificado na coreografia e figurino, Alfama na cenografia, enquanto Alfama e Castelo e Graça (ex-aequo) conquistaram o título de melhor letra e Marvila o de melhor musicalidade.

A melhor composição original foi de Marvila com "Das Quintas Partem Cavalos" e o melhor desfile da Avenida foi o de Alfama.

Este ano foi a 82.ª edição das Marchas Populares de Lisboa, que desceu a Avenida da Liberdade com a temática "Peregrinação", numa alusão aos 400 anos da obra de Fernão Mendes Pinto, que se aventurou numa viagem marítima ao Oriente.

A agência Lusa tentou obter um comentário de algum elemento do júri, mas até ao momento não foi possível.

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.