CML vai assumir requalificação da frente ribeirinha

O Governo e a Câmara de Lisboa assinam a 02 de Dezembro o contrato de cedência da posição da sociedade Frente Tejo para a autarquia, anunciou hoje o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares.

Numa conferência sobre reforma administrativa, que decorreu hoje em Lisboa, Miguel Relvas explicou que, quando chegou ao Governo e se deparou com a sociedade Frente Tejo, propôs ao presidente da Câmara de Lisboa ficar com a requalificação da frente ribeirinha. "O contrato vai ser assinado na sexta-feira da próxima semana", afirmou.

A Frente Tejo foi criada em 2008 para promover e executar um conjunto de ações de requalificação e reabilitação urbanística na frente ribeirinha de Lisboa. A sociedade foi extinta pelo atual Governo em julho e a responsabilidade pela requalificação urbana da frente ribeirinha transferida para a Câmara de Lisboa.

Como contrapartida, a autarquia recebe 3,675 milhões de euros, que resultava de um contrato de Frente Tejo com a ENATUR (Empresa Nacional de Turismo), e o imóvel do Tribunal da Boa Hora.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.