Professor afastado em Tavirapode regressar à mesma escola

DN

josé manuel oliveira

A Associação de Pais do Agrupamento de Escolas D. Manuel I, de Tavira, vai aguardar até ao início do novo ano lectivo para saber qual o futuro do professor afastado após o filho do presidente da câmara, Macário Correia, ter sofrido há três meses ferimentos provocados por um acidente durante uma aula de expressão dramática.

"Esperamos que o professor seja colocado se a música funcionar nas Actividades Extracurriculares contratadas pela autarquia através de concurso público a entidades associadas em empresas", disse ao DN Isabel Figueira, presidente da direcção daquela Associação de Pais. Contudo, acrescentou, "se notarmos que continuam a existir situações de prepotência, tomaremos medidas, nomeadamente com a apresentação do caso ao provedor de Justiça".

O autarca, que é candidato à presidência da Câmara Municipal de Faro, tem-se remetido ao silêncio perante a comunicação social sobre o caso do docente afastado, após comunicado emitido em Maio. Na altura, Macário Correia referiu que "durante um exercício pedagógico, com os olhos fechados, a criança foi violentamente contra uma parede, sem que fosse prevenida ou vigiada".

Já o professor, Sandro Colaço, insiste que o aluno de oito anos agiu à sua revelia, enquanto orientava exercícios a um outro. O docente revela mesmo ao DN "ainda não saber muito bem se estarei disponível para continuar em Tavira", onde se manteve em funções noutras escolas. "Na primeira semana de Agosto, muito provavelmente tomarei uma decisão para ver a minha vida resolvida, o que poderá passar por ficar em Tavira ou regressar a Lisboa, onde poderei dedicar-me mais ao teatro até sem ser no ensino público", admitiu Sandro Colaço. O docente, que se queixa de ter ficado "bastante prejudicado em termos financeiros" após o seu afastamento, sente-se magoado com o tratamento de que foi alvo.