Inquérito a casos de cegueira quase concluído

O inquérito ao caso das quatro pessoas que há quase um ano ficaram parcialmente cegas após uma operação numa clínica em Lagoa, no Algarve, poderá estar concluído "a curto prazo", disse à Lusa fonte da Procuradoria-Geral da República.

Segundo a mesma fonte, está neste momento em curso uma carta rogatória que, depois de recebida, pode levar à conclusão do inquérito - agora sob a alçada do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora -, a curto prazo.

Já passou quase um ano desde que o Ministério Público abriu um inquérito ao caso dos doentes da clínica I-QMed, operados aos olhos a 20 de Julho do ano passado, mas até agora o clínico que os operou ainda não foi constituído arguido.

O último desenvolvimento do processo remonta a Setembro, altura em que a Ordem dos Médicos decidiu suspender preventivamente o oftalmologista Franciscus Versteeg por haver "provas de prática médica grosseira".

Para o advogado dos quatro doentes, António Vilar, a dedução de acusação contra o médico pode estar atrasada devido à dificuldade em notificá-lo já que o clínico terá alegadamente regressado à Holanda.

Dos quatro doentes, três idosos submetidos a cirurgia para as cataratas ficaram irremediavelmente cegos de um olho. A mulher de 35 anos que fez uma operação para colocar lentes intraoculares nos dois olhos ficou apenas a ver sombras.

O clínico terá regressado à Holanda onde está também a ser investigado por queixas apresentadas por doentes tratados nos últimos dois anos.

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