Incêndio chegou a ameaçar casas

Não houve necessidade de retirar pessoas de zonas habitacionais. Só a Praia de Vale Figueiras, em Alfambras, teve de ser evacuada quando o fogo se aproximou, enquanto os carros dos turistas foram colocadas na areia para não serem atingidos pelas chamas. GNR cortou à circulação em várias estradas. Cruzamento de ventos está a complicar.

O incêndio que está a atingir desde as 14.30 horas o concelho de Aljezur já colocou casas isoladas em risco, mas não chegou a ser necessário proceder a evacuações. "Houve, de facto, moradias dispersas no interior deste concelho que estiveram em perigo, onde têm ardido extensas áreas de mato, eucaliptal e pinhal. O cruzamento do vento norte com o de sueste está a contribuir para dificultar ainda mais a ação dos bombeiros, registando-se vários reacendimentos, mas o comando dos bombeiros pensa que até ao final do dia a situação ficará controlada", disse ao DN Sérgio Santos, presidente da Junta de Freguesia da Bordeira, do concelho de Aljezur, afetada pelo fogo nas zonas de Alfambras e Chabouco.

Nesta altura, o incêndio continua com duas frentes ativas, tendo obrigado a Guarda Nacional Republicana (GNR) a cortar a circulação do trânsito de viaturas em várias estradas municipais, bem como de parte da Estrada Nacional 120, que liga Aljezur a Vila do Bispo, além de acessos à zona de Alfambras. Recorde-se que, como o DN descreveu, a Praia de Vale Figueiras, situada naquela área teve de ser evacuada durante a tarde por precaução quando ali se encontravam a banhos de mar e ao sol no areal quase uma centena de pessoas, muitas delas turistas. "Estávamos na praia, começámos a ver fumo e a determinada altura apareceu a GNR e pediu-nos para abandonar o local por ser a melhor medida. Começámos a sair da praia, mas o fogo acabou por obrigar a cortar a estrada nesta zona, pelo que tivemos de voltar para trás, ficando ali retidos durante uma hora e meia com o apoio do Exército, da GNR e de bombeiros. Ao regressarmos à praia, deixámos os carros na areia para não arderem", contou João Ramos, turista. Não se registaram feridos. Só mais tarde, com a situação a acalmar-se, foi possível os utentes da praia deixarem o local.

Mais de 150 bombeiros de todas as corporações do Algarve, com o apoio de 51 viaturas, dois helicópteros ligeiros baseados em Monchique e Cachopo (Tavira), um helicóptero pesado, de Loulé, e dois aviões provenientes de Ponte de Sor, estão envolvidos no combate às chamas. "A situação está agora a acalmar, mas tudo poderá mudar de um momento para o outro devido ao vento. Por isso, a noite é muito imprevisível e sem meios aéreos nessa altura tudo poderá acontecer", notou ao DN um habitante de Aljezur, recordando a experiência em incêndios noutros anos.

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