Governadora reúne com construtora que bloqueou hotel

Isilda Gomes, do Governo Civil de Faro, tenta desbloquear a situação do lítigio entre as duas empresas e está preocupada com a 'imagem turística e económica do Algarve'.

O Governo Civil de Faro e o Turismo do Algarve reuniram hoje com a administração da empresa FDO Construções que terça feira bloqueou com camiões o Hotel Crowne Plaza em Vilamoura, acusando aquela unidade turística de abrir ao público sem licença.

Em declarações à Lusa, a governadora civil de Faro, Isilda Gomes, admitiu ter reunido hoje com dois representantes da empresa FDO Construções para 'tomar conhecimento do litígio entre duas empresas privadas' porque está preocupada com a 'imagem turística e económica do Algarve'.

'Não queremos que a imagem do Algarve seja beliscada com este problema e por isso decidimos reunir para termos conhecimento do que está a acontecer', explicou Isilda Gomes.

A governadora civil não quis, no entanto, concretizar se as conversações entre as administrações da FDO e do Crowne Plaza de Vilamoura evoluíram desde o incidente de terça-feira, em que inclusivamente funcionários da FDO partiram pedras do chão da recepção do hotel.

Questionado pela Lusa à saída de reunião no Governo Civil de Faro sobre os motivos do encontro com autoridades algarvias, Paulo Vaz Ferreira, administrador da área de imobiliária do grupo FDO, começou por dizer que não tinha existido 'nenhuma reunião' no Governo Civil e que não queria tecer nenhum comentário.

A Lusa questionou a administração sobre se a reunião tinha sido secreta, ao que Paulo Vaz Ferreira corrigiu e disse que a reunião havia existido, mas que o assunto tinham sido relacionados com outros assuntos que não os relacionados com o caso do Crowne Plaza.

'Esta reunião que nós tivemos aqui... Nós não temos só estes interesses [Crowne Plaza] no Algarve, temos outros interesses no Algarve e, portanto sobre esta reunião  não tenho rigorosamente nada a comentar', disse.

Sobre o diferendo do foro civil entre as administrações da FDO e do Hotel Crowne Plaza, Paulo Vaz Ferreira, adiantou que terça feira 'foi revelado tudo o que havia para revelar' através do também administrador António Veloso.

Segundo António Veloso as condições de segurança no hotel não estão asseguradas, nem a integridade física dos funcionários e dos hóspedes porque as obras de requalificação do hotel 'ainda estão a decorrer em três pisos (no menos um, no piso um, e no piso 11)'.

Segundo António Veloso a obra foi consignada a 02 de Março e o prazo do final da obra é 15 de Setembro, e por essa razão as obras ainda não foram vistoriadas, nem o hotel recebeu licenciamento para abrir ao público.

A empresa FDO Construções bloqueou com camiões o hotel Crowne Plaza de Vilamoura terça feira de manhã e partiu algumas pedras do chão da recepção, acusando a administração daquele empreendimento de abrir ao público sem as obras de requalificação estarem licenciadas.

A administração do hotel em Vilamoura atribuiu, por seu turno, o incidente a um 'diferendo do foro civil' com a construtora e avisou que não vai pactuar com 'chantagens'.

O diretor do hotel, Vítor Nunes, explicou à Lusa que a empresa construtora tem vindo a atrasar as obras, facto que tem provocado 'prejuízos enormes' aos proprietários do empreendimento que pertence ao grupo Marope.

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