Golfinho debilitado dá à costa e acaba por morrer

Agentes da Polícia Marítima de Lagos e biólogas da Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem tentaram salvar o golfinho, levando-o para uma zona mais calma no rio para o estabilizar e devolver ao oceano. Contudo, acabou por não ser possível salvar o animal, que vai ser submetido a exames na Figueira da Foz.

Um golfinho-riscado ("Stenella coeruleoalba") com cerca de dois metros de comprimento e em estado "muito debilitado fisicamente" deu à costa, na Meia-Praia, em Lagos, neste sábado, por volta das 08.30, disse ao DN o comandante do porto desta cidade, Carvalho Pinto. O alerta foi dado às autoridades marítimas por um popular que passeava na praia.

Depois de ter encalhado naquela zona, o golfinho foi levado por agentes da Polícia Marítima e por duas biólogas da Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem em direção a uma área "mais calma do rio, entre molhes, a fim de ser estabilizado e devolvido ao oceano", referiu o responsável do porto de Lagos.

Contudo, acrescentou o comandante Carvalho Pinto, "como não foi possível reabilitar o golfinho de modo a devolvê-lo ao oceano, por decisão das biólogas acabou por ser retirado para um local mais resguardado para eutanásia e levado para exames" já perto das 13.00 para a Figueira da Foz, onde a Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem dispõe de instalações apropriadas para o efeito.

Pertencente a uma espécie considerada sensível, o golfinho-riscado, também conhecido por golfinho-listrado encontra-se nas zonas tropicais, subtropicais e temperadas quentes de todo o oceano. Possui dorso escuro e barriga branca ou rosada, delimitada por uma listra preta longitudinal.

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