Garcia da Horta sem prognóstico sobre sequelas nas crianças

A direcção clínica do Hospital Garcia de Orta, em Almada, onde na quinta-feira duas crianças foram afectadas pela troca de medicamentos, considerou hoje prematuro avançar com prognóstico em relação a eventuais sequelas.

Em conferência de imprensa, a directora clínica do hospital, Ana França, esclareceu que "o estado de saúde das crianças é estável, não havendo de momento motivos de preocupação maior".

A médica lembrou que as duas crianças, de três anos e 18 meses, deixaram no domingo a unidade de cuidados intensivos do hospital, tendo "depois da avaliação clínica que decorreu esta manhã iniciado a alimentação normal".

"A direcção clínica entende ser ainda prematuro avançar com prognóstico em relação a eventuais sequelas resultantes desta troca, apesar da evolução favorável do estado de saúde das crianças nos últimos dias", adiantou.

O director do serviço de Pediatria, Anselmo Costa, explicou que esta "é uma situação excepcional, da qual não se tem experiência, em que só a evolução pode confirmar a expectativa que tudo poderá correr bem".

O hospital informou ainda que se vai realizar uma nova avaliação clínica das crianças num período entre quatro e seis semanas.

Na passada quinta-feira duas crianças foram afectadas pela troca de medicamentos na sequência de um exame de diagnóstico realizado no serviço de Otorrinolaringologia daquela unidade de saúde.

A troca de medicamentos provocou queimaduras nos intestinos das duas crianças e numa delas também na traqueia e no esófago.

Segundo o pai de uma das crianças, o produto administrado ao filho foi ácido tricloroacético.

A directora clínica do hospital acrescentou ainda que a troca do medicamentos aconteceu porque um estava "colocado num local não apropriado".

As conclusões do inquérito que o hospital abriu para apurar responsabilidades deverão ser conhecidas dentro de oito semanas.

Quanto ao facto de a médica envolvida na troca de medicamentos continuar em funções, a administração esclareceu que "do ponto de vista ético não houve nenhuma atitude que levasse à suspensão da profissional".

"A médica identificou e comunicou imediatamente a situação e procurou diligenciar a sua resolução", acrescentou Ana França.

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