Etarra preso esteve a soro após greve de fome

Andoni Fernández, detido  em Março no aeroporto  de Lisboa, vai ser julgado em Portugal por terrorismo.

Andoni Fernández, o alegado etarra detido em Março no aeroporto de Lisboa quando se preparava para viajar para a Venezuela, teve de receber assistência médica na Cadeia do Monsanto, em Lisboa, após recusar alimentar-se ao longo de vários dias.

Segundo fonte da cadeia de alta segurança, o recluso recusou, porém, assinar o papel em que assumia estar em greve de fome - descartando-se das consequências. E recusou todas as refeições até começar a sentir o corpo fraco e acabar por ser internado na enfermaria da cadeia e "receber soro".

Segundo a mesma fonte, o espanhol garantia nada ter contra os guardas e os serviços prisionais. Queria apenas ser extraditado para o seu país de origem, um processo que está suspenso até que seja julgado em Portugal pelos crimes de que é indiciado.

Andoni Fernández foi um dos dois alegados etarras que fugiram de uma vivenda arrendada na zona de Óbidos e onde as autoridades apreenderam meia tonelada de explosivos e diverso material relacionada com a organização separatista basca, a ETA, no início do mês de Fevereiro. O espanhol era procurado pelas autoridades do seu país desde 2003. Neste momento encontra-se em prisão preventiva numa cela individual da Cadeia do Monsanto, suspeito dos crimes terrorismo e adesão e apoio ao terrorismo.

Os dois alegados etarras, Garikoitz García Arrieta e Iratxe Yáñez Ortiz, detidos dois meses antes após perseguição policial que começou em Espanha e terminou em Torre de Moncorvo, também têm o processo de extradição suspenso até decisão do Tribunal da Relação sobre se devem ficar em Portugal para serem julgados pelos crimes cometidos em territó-rio nacional. Um despacho do juiz de primeira instância, Carlos Alexandre, ordenava que fossem julgados em Espanha pelos crimes cometidos nos dois países - desde que os crimes de que são indiciados em Portugal fossem julgados à luz da lei portuguesa. O advogado dos dois alegados etarras, José Galamba, recorreu da decisão e aguarda uma resposta do Tribunal da Relação de Lisboa - que até ontem não tinha ainda notificado as partes com qualquer decisão. O casal foi detido há cinco meses.

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