Dois agentes e um revisor esfaqueados em comboio

Um revisor da Fertagus e dois agentes da PSP foram hoje esfaqueados num comboio que fazia a ligação entre as margens norte e sul do Tejo, disse à Lusa fonte da direcção nacional daquela força policial.

De acordo com a mesma fonte, as três vítimas estão livres de perigo. O incidente, que envolveu um grupo de cinco jovens, ocorreu por volta das 05:00 da madrugada. Os cinco passageiros não possuíam bilhete e o revisor tentou identificá-los. Na mesma carruagem seguiam dois agentes da PSP à civil que, depois de se terem identificado, pediram os documentos aos jovens e chamaram reforços para a estação de Corroios. O revisor e os dois agentes acabaram por ser esfaqueados, receberam assistência médica e estão livres de perigo.

Os cinco jovens foram todos detidos e serão presentes no domingo a tribunal. Entretanto, o Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol) anunciou hoje que vai avançar com "um pedido de revisão legislativa relativamente ao crime de agressões a agente de autoridade/polícia". A iniciativa do Sinapol surge, de acordo com um comunicado hoje divulgado, "considerando os factos ocorridos nas últimas 24 horas, em que vários elementos da PSP, foram agredidos, em alguns casos com gravidade, bem como considerando que o fenómeno das agressões contra os agentes de autoridade tem vindo a aumentar de ano para ano, de mês para mês, de semana para semana e de dia para dia, sem que nada se tenha feito para o evitar".

"O Sinapol decidiu, já na próxima segunda-feira, enviar ao Presidente da República, ao Governo e aos Partidos com representação política na Assembleia da República, um pedido de revisão legislativa", refere a nota. O Sinapol defende que "todo e qualquer cidadão que cometa o crime público de agressão a agente de autoridade/polícia deverá: ser apenas sujeita uma medida de Coação, em concreto a medida de coação de prisão preventiva, deixando-se desta forma de se aplicar todas as demais medidas de coação previstas na Lei" e que "a moldura penal para o crime em questão, seja aumentada para o mesmo número de anos previstos para os crimes de Homicídio".

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