Casal preso por sequestro foi investigado pelo MP

A Segurança Social fez queixa ao Ministério Público por suspeitar de maus tratos. Processo foi arquivado

A mulher que manteve em cativeiro a sogra e o cunhado deficiente, numa casa perto de Coruche, já tinha sido investigada por maus tratos, mas o tribunal arquivou o caso por falta de provas.

Segundo fonte da Segurança Social, a família de Jacinta Florindo, 68 anos, era já acompanhada pela "fragilidade económica e social". Uma das medidas de protecção foi o internamento de Carlos, o filho deficiente, num lar em Coruche. Carlos, agora com 41 anos, passava os dias no lar e regressava à noite a casa, na freguesia da Fajarda.

Em 2006, com a chegada do filho e da nora à casa da família Florindo a situação mudou. "As técnicas eram mal recebidas quando tentavam fazer o trabalho", disse a fonte. E, por isso, fizeram queixa ao Ministério Público levantando suspeitas de maus-tratos. Segundo as técnicas, Florinda e o marido seriam vítimas de maus-tratos por parte da nora. Um ano depois, em 2007, o tribunal considerou não haver provas suficientes para culpar Germana de maus-tratos.

Germana e o marido, Ricardo, foram ontem presos preventivamente, suspeitos de violência doméstica e sequestro agravado para se apoderarem da reforma de Jacinta e da pensão de Carlos.

O presidente da junta de freguesia, Ilídio Ferrador, disse ter avisado a Segurança Social. Mas, afinal, avisou uma assistente social de outra instituição. "Participação formal não temos", disse o presidente da Segurança Social Edmundo Martinho.

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