Carros incendiados lançam terror na Qta. do Conde

Foi uma madrugada violenta para os residentes. Quatro automóveis incendiados lançaram o pânico na Rua General Humberto Delgado da Quinta do Conde na madrugada de ontem. GNR desconhece as causas. Viaturas ficaram destruídas.

António Santos acordou ontem sobressaltado ao som de sirenes, explosões de pneus e de vidros, além de gritos de terror na Rua General Humberto Delgado, na Quinta do Conde, freguesia do concelho de Sesimbra. Eram cinco horas. Espreitou pela janela e viu dois automóveis em chamas, um dos quais cruzava a rua, sem ninguém no interior, em direcção às viaturas que estavam estacionadas no lado contrário.

Uma delas era a sua e não perdeu tempo. Saiu para a rua, contornou as chamas e logrou mudar o carro de sítio, mesmo subindo o passeio, fazendo o mesmo com a viatura da vizinha, que está para fora, tendo-lhe deixado as chaves "para qualquer eventualidade".

Sem tempo para despir o pijama, o morador não sabe onde foi buscar a coragem, até porque os militares da GNR estavam a ordenar que ninguém se aproximasse dos veículos consumidos pelas chamas, desconhecendo as autoridades as causas da ocorrência.

Ainda assim, com a investigação em curso, fonte policial admite um cenário de puro vandalismo, tentativa de roubo com recurso a ligação directa, que originou curto-circuito, mas também uma possível falha mecânica da carrinha onde começou o fogo, que viria a ficar irreconhecível. No seu interior eram visíveis conjuntos de talheres e pouco mais.

"A minha mulher estava em pânico e gritou-me para ficar quieto, mas não consegui ficar a ver a carrinha em chamas (a primeira a ser incendiada) a circular em direcção aos nossos carros. Ia tudo pelos ares e tive de arriscar", garante.

Destino bem diferente teve o Renault Clio no qual a viatura incendiada viria a embater, bem como o Citroën estacionado ao lado.

"O Renault ficou logo em chamas e pegou rapidamente no Citroën. Ainda chamámos os donos, que estavam a dormir e não chegaram a tempo", relata a moradora Paula Ferreira, admitindo que "ninguém podia fazer nada, porque não tínhamos como apagar as chamas".

"Tivemos de esperar pelos bombeiros. Foi desviar os carros e deixar arder o resto", sublinha, ouvindo-se entre os habitantes que esta zona da Quinta do Conde "está muito exposta ao crime", embora a GNR sustente que a General Humberto Delgado até das pacíficas da freguesia, comparando com locais mais críticos.

O DN tentou ouvir os proprietários das viaturas, que preferiram remeter-se ao silêncio, alegando que querem saber primeiro quais são os seus direitos e perceber o que terá estado na origem do incêndio, aguardando informações das autoridades e das seguradoras.

"Neste momento ainda estamos em estado de choque com tudo o que aconteceu, foi um grande susto", sublinhou um dos proprietários.

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