Câmara de Sintra rejeita privatização da linha ferroviária

O executivo municipal de Sintra aprovou hoje uma moção contra a privatização da linha ferroviária da CP que circula no concelho, considerando que esta medida pode aumentar tarifas e diminuir qualidade dos serviços.

Sob proposta da CDU, o executivo manifestou a sua oposição a qualquer processo de privatização da Linha de Sintra, numa altura em que estão em curso investimentos públicos, alguns deles apoiados por fundos comunitários, nomeadamente a quadruplicação da via-férrea e a construção da estação de Massamá/Barcarena.

Segundo o documento a que a agência Lusa teve acesso, a experiência de linhas ferroviárias privatizadas na área metropolitana de Lisboa, com a Fertagus, "apresenta custos mais elevados para o Estado e para os utentes", sendo o valor por quilómetro "cerca do dobro" do que custa na CP.

"As experiências europeias de privatização de Caminhos-de-ferro se têm saldado por uma redução da qualidade do serviço prestado, por um aumento generalizado de tarifas e por um aumento dos acidentes), o que levou o governo britânico a nacionalizar as referidas linhas ferroviárias", refere a moção.

A Linha de Sintra transporta diariamente mais de duzentos mil passageiros e, a par do congestionado IC19, é uma das poucas soluções encontradas pelos moradores do concelho para chegar a Lisboa. O Governo prevê até ao final do primeiro trimestre de 2011 ter preparados os procedimentos concursais para a concessão de serviços de transporte ferroviário de passageiros nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

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