Agrupamento de escolas confirma investigação a professor

O Agrupamento de Escolas Guilherme Correia de Carvalho, em Seia, confirmou hoje à Lusa que as autoridades judiciárias estão a investigar o caso de um professor suspeito de assediar sexualmente três alunas de um estabelecimento de ensino.

"Não houve abuso sexual das menores. O que eu sei é que houve trocas de emails entre as alunas e o professor, mas isso está a ser investigado por quem de direito. A Polícia Judiciária (PJ) e o tribunal estão a tratar do assunto", declarou o presidente do Agrupamento de Escolas Guilherme Correia de Carvalho, João Viveiro.

O caso, que remonta há cerca de um ano, foi hoje divulgado pelo Jornal de Notícias (JN), que adianta que um professor de 54 anos, que lecciona a disciplina de Educação Visual, é "suspeito de abusar" de três menores, à data com 12 e 13 anos, e "continua a dar aulas" às vítimas, na Escola Guilherme Correia de Carvalho. A denúncia foi feita pela mãe de uma das alunas.

O JN refere que o director da escola não suspendeu o docente, mas hoje, em declarações à Lusa, João Viveiro questionou: "Não há uma única queixa, como é que o posso suspender? Como é que eu vou suspender o professor, quando não há razões para o fazer? A Justiça que cumpra o seu trabalho ou que me diga o que hei de fazer".

"A partir do momento em que o tribunal e a PJ estão a investigar, eu não posso suspender por suspender. Quero ver se o tribunal ou a PJ me diz alguma coisa", afirmou o responsável, adiantando que, neste momento, o professor está de férias.

Segundo João Viveiro, o docente "não abusou das miúdas" e "na escola não há uma queixa formal" como a que foi apresentada na Comissão de Jovens e Menores em Risco. "Se o tribunal encontrar motivos para o mandar suspender, que me diga", referiu.

O responsável adiantou que, ao ter conhecimento do assunto, notificou o professor para que entregasse o equipamento informático na escola e proibiu-o de ter acesso à Internet "através da escola".

A coordenadora da direcção distrital da Guarda do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC), Sofia Monteiro, afirmou à Lusa que em casos desta natureza os processos de investigação devem ser céleres.

"Havendo suspeita, os processos devem ser processados o mais rápido possível, porque são matérias muito sensíveis e ganham todos. Se for verdade, ganham os alunos e se não for, ganha o professor, porque a suspeita é sempre prejudicial", declarou.

Segundo a dirigente, "é fundamental a rapidez nestes casos, para se chegar ao apuramento da verdade no mais curto espaço de tempo", considerando que as direcções das escolas "têm responsabilidade de saber avaliar até que ponto as suspeitas têm fundamento e agir de acordo".

No entanto, ressalvou que, no caso em apreço, "se a escola que lida diariamente com os alunos e com o professor não encontrou fundamento para essas suspeitas, não tinha como despoletar um inquérito de averiguações".

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