34 arguidos acusados por tráfico internacional de armas

O Ministério Público (MP) deduziu acusação contra 34 arguidos pelo crime de tráfico de armas e munições, um mega processo investigado pela Polícia Judiciária (PJ) na área de Lisboa durante mais de 18 meses, em colaboração com as autoridades holandesas.

A acusação, anunciada hoje na página da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PDGL) na Internet, foi deduzida na passada segunda-feira, estando os arguidos indiciados por crimes de tráfico de arma de fogo e munições e por detenção ilícita de armas.

A investigação deste caso esteve a cargo da Unidade Nacional de Contra-Terrorismo (UNCT), da PJ, e resultou na "apreensão de centenas armas", de diversos tipos e calibres, e de "dezenas de milhar de munições", disse à Agência Lusa uma fonte ligada ao processo.

A mesma fonte adiantou que as detenções e o desmantelamento desta rede internacional, com ramificações à Holanda, foram executadas em "operações faseadas" desenvolvidas pela UNCT, e acrescentou que os detidos são "maioritariamente portugueses", mas existe também entre eles cabo-verdianos com ligações àquele país europeu.

Segundo a PDGL, os indícios recolhidos pela investigação da UNCT revelam que os arguidos integravam "dois grupos distintos que constituíam uma rede de tráfico de armas e de munições, designadamente com destino aos meios criminais de Roterdão, fazendo desta prática modo de vida e dela auferindo elevados proventos económicos".

A atividade delituosa decorreu entre 17 de novembro de 2005 e 03 de maio de 2007. A rede foi desmantelada pela UNCT, numa investigação que contou com informações das autoridades holandesas sobre movimentos suspeitos de pessoas, dinheiros e tráfico de armas, disse a fonte policial.

Ao longo da investigação foram realizadas 84 buscas, apreendidas centenas de armas e milhares de munições, arroladas 37 testemunhas e "utilizados meios específicos de obtenção de prova", que não foram divulgados.

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