Sócrates acusa PSD de estar a criar ressentimento no PS

José Sócrates acusou Passos Coelho de estar "a criar ressentimento" ao dizer que só se entenderá com um PS que não seja liderado por José Sócrates.

"Este é um dos momentos em que os partidos têm obrigação de construir áreas de consensos. Eu estou disponível para entendimento com os outros partidos, independentemente das suas lideranças", disse no fórum TSF.

Sócrates considerou que a exigência do PSD de uma mudança na liderança dos socialistas é "inadmissível". "É superar uma fronteira que não tinha sido ultrapassada. Não é democrático". Embora mostrando-se disponível para negociar, o primeiro-ministro demissionário não poupou nas criticas às propostas coladas aos sociais democratas.

Sócrates arrasou a ideia de que uma pessoa por estar desempregada veja diminuída a sua reforma: "O PSD devia perceber que subsídio de desemprego é um seguro social. Eu não posso aceitar que alguém que descontou para o subsidio de desemprego quando fica reformado perde na reforma". Sobre o texto às reformas o mesma reacção critica. "Uma reforma da segurança social que crie um plafond a partir do qual as pessoas passam a entregar os seus descontos a privados... isso não posso aceitar". "A Segurança Social precisa dos descontos das pessoa que têm mais rendimentos. Se não seria uma catástrofe. O líder do PSD tem de nos explicar onde é que vamos buscar o resto do dinheiro..."

Duas semanas depois de ter pedido ajuda externa, o primeiro-ministro demissionário recusou a ideia ontem defendida pelo Governador do Banco de Portugal de que os políticos que não cumpram os compromissos do défice seja penalizados.

Num programa em que foram mais as mensagens de apoio do que as criticas, dos ouvintes, Sócrates insistiu no contexto de crise internacional para justificar a situação de Portugal.

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