Sobretaxa e TAP: armas de arremesso do PS e do BE

Socialista João Galamba falou em "embuste eleitoral". E bloquista Mariana Mortágua fala em "fraude democrática e manipulação eleitoral".

No último dia formal do Governo PSD/CDS, o PS e o BE foram ao Parlamento apontar o dedo ao Executivo de Passos Coelho e Paulo Portas pelo "embuste eleitoral" e pela "fraude democrática" que foi a devolução da sobretaxa, depois de hoje se saber que não haverá qualquer valor a ser devolvido, segundo a Autoridade Tributária.

No período dedicado às declarações políticas, o deputado socialista João Galamba começou - num recado para as bancadas da coligação - que o Governo socialista "é um governo constitucional como politicamente legítimo". Depois notou como a atual governação "pecou por várias vezes", exemplificando com "a falácia da devolução da sobretaxa em 2016".

Ao "recuperar a história da sobretaxa", o socialista viu nela um "padrão de comportamento" da atuação do executivo de Passos Coelho nestes quatro anos e meio. "Hoje percebemos que não vai acontecer a devolução da sobretaxa", para concluir que o Governo PSD/CDS enganou os portugueses", classificando a atitude como um "embuste eleitoral" que "ficará para a história". Já no período de perguntas e respostas, Galamba também apontaria a venda da TAP, em que sobram "os prejuízos" para "todos os portugueses", como outro exemplo da governação da direita.

Também Mariana Mortágua (BE) tomaria estes dois exemplos como "factos de pasmo". Para a bloquista, "a criação deliberada, no eleitorado, de expectativas que se sabe que não serão cumpridas" tem um nome: "Chama-se fraude democrática e manipulação eleitoral e foi aquilo que a direita fez com a devolução da sobretaxa."

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