Só Passos e André Silva chumbam exame

Todos os políticos têm mais avaliações positivas do que negativas, mas as médias dos líderes de PSD e PAN não chegam para passar

Um ano muda muita coisa na forma como os inquiridos avaliam o desempenho dos diferentes atores políticos. Sobretudo se a comparação for feita com um período de elevada crispação e tensão pós-eleitoral, como era o caso em dezembro do ano passado.

Este estudo do CESOP para o Diário de Notícias, JN, RTP e Antena 1, revela um quadro essencialmente positivo, onde apenas destoam Passos Coelho (8,9) e André Silva (9,7), os únicos com uma média abaixo de 10.

No topo da tabela, e excluindo o Presidente da República - já lá iremos -, António Costa tem uma média de 12,3, francamente melhor do que o 8,1 que obteve há um ano. O líder socialista é o segundo político mais popular, com 81% de opiniões positivas - em dezembro de 2015 tinha 47%.

No outro extremo da tabela partidária surge o líder do PSD. Passos Coelho, já se disse, tem média negativa, mas ainda assim consegue ter mais opiniões positivas do que negativas. 55% dos inquiridos consideram que o social-democrata merece uma nota acima dos 10 valores.

Catarina Martins passou a ter avaliação positiva, com 11,6 (9,2 no último estudo). A líder do Bloco recolhe 77% de avaliações positivas. Ainda à esquerda, Jerónimo de Sousa consegue 10,5 (tinha 7,9 em 2015), e tem 69% de avaliações positivas.

Assunção Cristas é uma estreia neste estudo e compara bem com Paulo Portas, seu antecessor na liderança do CDS-PP. A líder centrista consegue uma média de 10,1 - um "suf menos" - e tem 70% de avaliações positivas. Em dezembro, Paulo Portas não passava dos 6,7 valores, e só atingia 37% de opiniões positivas.

Esta onda positiva apanha ainda o líder do PAN. André Silva é avaliado pela segunda vez, e consegue agora uma nota de 9,7, mas junta 64% de avaliações positivas. Em dezembro recebeu uma nota de 7,1 e registou 44% de avaliações positivas.

A importância de se chamar Marcelo

A hiperatividade do Presidente da República parece compensar, e Marcelo Rebelo de Sousa é responsável pelo traço mais disruptivo no gráfico da avaliação das figuras políticas (ver infografia em baixo).

Em dezembro de 2015 Cavaco Silva ainda estava na Presidência, e nunca um presidente saiu do palácio tão malquerido pelos eleitores. Os resultados de Cavaco demonstravam isso mesmo no final do ano passado - nota média de 7,7 e 48% de avaliações positivas.

Marcelo Rebelo de Sousa está em Belém desde 9 de março, mal tem parado um minuto e aparentemente está a resultar. O Presidente recebe uma nota média que ele próprio, enquanto comentador, poucas vezes dava aos políticos quando fazia o Exame do Professor Marcelo na TSF - 16,3 valores. No balanço entre avaliações positivas e negativas, o novo Presidente esmaga, com 97% de notas positivas.

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