Sindicatos: "mais de 90%" das reuniões de avaliação por realizar

Organizações falam em "adesão extraordinária" ao protesto, que arrancou nesta segunda-feira e não tem data limite para terminar

O primeiro dia da greve às reuniões de avaliação em que participam todos os sindicatos de professores está a registar uma "adesão extraordinária", garante em comunicado a Fenprof, apontando para "a não realização de mais de 90% das reuniões que estavam previstas para este dia". A Fenprof ressalva, no entanto, que no caso das escolas secundárias a maioria das reuniões de avaliação estão agendadas para o período da tarde, remetendo um balanço final para uma conferência de imprensa que terá lugar às 18.00.

Recorde-se que esta greve não tem data limite para terminar podendo, de acordo com os sindicatos, ser sucessivamente prolongada ao longo do próximo mês até que o Ministério da Educação dê início a negociações, sobre as exigências dos professores, em particular da recuperação dos nove anos, quatro meses e dois dias de tempo de serviço congelado.

Parecer considera nota do ME ilegal

A greve às reuniões de avaliação poderá ter um impacto muito significativo no lançamento das notas dos alunos, indispensável para a conclusão do ano leitvo. Sobretudo porque as regras estipulam que basta a ausdência de um docente para que a reunião tenha de ser reagendada para daí a 48 horas. Com os docentes a revezarem-se na greve, estes conselhos podem ser adiados indefinidamente.

No passado dia 11, a Direção-geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE)enviou às escolas uma "nota infirmativa" onde sugeria que os diretores de turma recolhessem os elementos de avaliação junto dos colegas e que, à terceira reunião sem quórum, aprovassem as notas mesmo que se registassem ausências.

Os sindicatos defendem que esta indicação é ilegal e já avançaram com várias queixas, nomeadamente junto da Provedoria de Justiça e do Ministério Público, visando a diretora da DGEstE). Amanhã, segundo o comunicado da Fenprof, vários diretores de escolas do concelho de Almada divulgarão os resultados de um parecer qjurídico que, de acordo com a organização sindical, "conclui, como era de esperar, que a adoção dos procedimentos sugeridos na nota da DGEste/ME seria ilegal".

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG