Sindicatos encheram ruas frente à Assembleia em protesto contra Orçamento

A Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses (CGTP) mobilizou hoje manifestantes que encheram por completo as ruas frente à Assembleia da República, em protesto contra os cortes inscritos no Orçamento do Estado para 2012.

Leonor Xavier veio de Avis, Portalegre, para protestar "contra um Orçamento do Estado" que considera ser "um atentado aos trabalhadores, à liberdade e à democracia".

Desde "os cortes na saúde, na educação e nos direitos dos trabalhadores é um Orçamento de desgraça", pelo que "não podiam ficar parados com uma atrocidade contra o povo e o país".

A manifestação decorreu enquanto os deputados discutiam e votavam a aprovação do Orçamento do Estado para 2012.

Frente ao parlamento também esteve Carmem Matos que lamentou "as políticas erradas de empobrecimento", seguidas por este Governo, e de bandeira na mão gritava "nem mais trabalho nem menos salário" para os trabalhadores que estão "mais pobres".

"Não ao roubo dos salários" era a inscrição do cartaz empunhado por "Fernanda Silva", que por sua vontade "punha uma bomba nestes...", e os colocava a "ganhar o mesmo que o povo para perceberem o que custa a vida".

A manifestante inconformada e de lágrimas nos olhos, veio à boleia do Barreiro para estar presente na manifestação de hoje, "porque tem dois filhos pequenos, e ganha 560 euros por mês", o que sem marido "é impossível viver".

O sindicalista José Manuel Oliveira, dos sector ferroviário, marcou presença em São Bento contra o "corte salarial e contra a privatização do sector do transporte público" referindo ainda que o "objectivo é provocar mais despedimentos e reduzir a oferta às populações".

O presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto, também discursou durante o protesto "contra os cortes orçamentais às Câmaras e juntas de freguesia" classificando o próximo Orçamento do Estado de "ofensa à condição humana" o que "não é aceitável".

O autarca manifestou a intenção de "continuar a luta de forma combativa, organizada e unida", porque defende "um tempo novo, de felicidade e de respeito para o povo".

A concentração de trabalhadores começou cerca das 09:30, junto à Assembleia da República, juntando-se depois manifestantes vindo do largo do Rato, do Jardim da Estrela e de Santos, que preencheram aquela zona.

A Policia de Segurança Pública (PSP) acompanhou de perto as movimentações dos manifestantes, com agentes também à paisana, junto aos protestantes e em redor do Parlamento que esteve vedado por uma grade alta.

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