Trabalhadores do Metro de Lisboa desconvocam greve parcial de seis dias

"É um sinal que nós damos de que estamos disponíveis para negociar", diz sindicalista

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa decidiram hoje desconvocar a greve parcial de seis dias marcada para o período entre quarta e segunda-feira, anunciaram representantes sindicais.

A decisão foi tomada num plenário realizado à tarde, por maioria, depois de, durante a manhã, os sindicatos terem chegado a "um entendimento" com o Governo sobre as suas reivindicações.

"A greve foi desconvocada porque temos um interlocutor à altura dos trabalhadores do Metro e dos utentes dos transportes de Lisboa, e do Metro em particular", afirmou hoje Silva Marques, do Sindicato dos Trabalhadores da Tração do Metropolitano, referindo que sindicatos e Governo sentam-se "à mesa das negociações a partir do dia 15 [de janeiro]".

Para Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), esta "é uma grande vitória dos trabalhadores, dos utentes e da possibilidade de abertura de uma nova porta de diálogo".

"Esta [desconvocação da greve] é um sinal que nós damos de que estamos disponíveis para negociar, encontrar as melhores soluções por uma empresa pública, por um serviço público de qualidade", afirmou.

A sindicalista sublinhou que, a partir de 15 de janeiro, os sindicatos do Metro entram "numa negociação séria e credível que se espera que vá ao encontro daquilo que são os anseios dos trabalhadores".

"Tivemos cinco anos de diálogo surdo. Tentávamos explicar o que se passava, o que é que estava a acontecer com os trabalhadores e, do outro lado, a única coisa que ouvíamos era 'está tudo bem'. Os trabalhadores foram reduzidos a meros números", lamentou Anabela Carvalheira.

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