Sindicato da Guarda Prisonal inicia nova greve contra horário de trabalho

Protesto realiza-se em seis cadeias do país

Os guardas prisionais iniciaram hoje uma nova greve, que se prolonga até quarta-feira, em seis cadeias do país, nas quais a Direção-Geral dos Serviços Prisionais pretende aplicar um novo horário de trabalho.

Os estabelecimentos prisionais onde vai decorrer a greve, e nos quais já decorreu outra paralisação entre os dias 24 a 27, são os de Lisboa, Porto, Paços de Ferreira, Coimbra, Castelo Branco e Funchal.

Nas restantes 37 cadeias e na PJ Lisboa e Porto, nos Serviços Centrais e no Centro de Estudos e Formação Penitenciária, a greve decorrerá nos dias 31 de dezembro e 01 e 02 de janeiro.

Também o Sindicato Independente dos guardas prisionais vai realizar um período de protesto nos dias 01 e 02 de janeiro.

Segundo o presidente do Sindicato Nacional do Corpo dos Guardas Prisionais (SNCGP), Jorge Alves, os serviços mínimos, nos quais está integrada a alimentação, medicação e transporte para hospitais e tribunais, estarão assegurados.

Na origem deste segundo período de greve está o novo regulamento do horário de trabalho, que entra em vigor já em janeiro, e a falta de cumprimento do estatuto profissional do corpo da guarda prisional, nomeadamente em relação às tabelas remuneratórias, avaliação de desempenho e não pagamento do subsídio de turno e trabalho noturno.

Dados do SNCGP sobre o primeiro período de greve indicavam que a adesão nos seis estabelecimentos prisionais rondou "os 80 a 90%".

Antes dos primeiros dias de greve, o diretor-geral dos Serviços Prisionais, Celso Manata, garantiu que os protestos não iriam impedir que os reclusos tenham direito a uma visita e a um telefonema para familiares no Fim de Ano, após uma decisão do Colégio Arbitral.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.