Sindicalistas exigem audiência com ministro da Economia

Uma delegação de sindicatos ligados aos transportes e comunicações invadiu esta tarde o ministério da Economia e exige ser recebida pelo ministro da tutela, António Pires de Lima.

Vítor Pereira, da Fectans (Federação dos sindicatos dos Transportes e Comunicações), disse ao DN que só aceitam ser recebidos pelo ministro da Economia. O dirigente sindical, que faz parte de um grupo de 20 pessoas que aguarda desde as 15.00 numa sala de espera do ministério da Economia, explicou que a delegação já foi recebida por dois assessores mas que "os problemas destes sectores são tão graves" que não arredam pé se não forem recebidos por Pires de Lima.

Contactada pela Lusa, fonte oficial do Ministério da Economia disse que os sindicalistas foram recebidos por uma pessoa do gabinete do ministro da Economia, Pires de Lima, e outra do gabinete do secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro.

"Foi-lhes transmitido que o senhor ministro tinha todo o gosto em recebê-los, mediante a solicitação de uma audiência e o envio de uma agenda concreta de trabalhos", afirmou a fonte oficial do ministério.

A mesma fonte recordou ainda que no dia 15 de novembro foram recebidos os 17 sindicatos afetos à Fectrans.

Os sindicalistas querem dar conta "do agravamento dos direitos de trabalho e das condições de vida dos trabalhadores", como explicou ao DN Manuel Leal, dirigente da Fectrans.

"Os trabalhadores dos sectores presentes [transportes, comunicações, cerâmica e vidros] não aguentam mais medidas de roubos nos salários e nos seis direitos. Além disso, exigem o fim do bloqueio das contratações coletivas que foram negociadas de comum acordo", acrescentou.

À porta do Ministério da Economia, na Rua da Horta Seca, em Lisboa, estão cerca de 25 manifestantes ligados aos sindicatos, que gritam palavras de ordem como "o orçamento é um roubo e quem paga é o povo" e "contra a exploração exigimos demissão".

Estes sindicalistas garantem que dali não saem enquanto não forem recebidos porque, como disse ao DN Fátima Messias, da Federação Nacional dos Sindicatos da Cerâmica, "hoje é um dia de indignação, protesto e luta", já que segundo Vítor Pereira, foi aprovados um Orçamento de Estado "criminoso".

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