Sequestrador português ouvido em tribunal amanhã

O português cúmplice do sequestro de um médico de Arcos de Valdevez, detido hoje de manhã pela Guardia Civil, vai ser ouvido por um juiz na quinta-feira na Galiza, Espanha, disse à agência Lusa fonte policial.

O português será presente pela manhã ao tribunal da localidade de Porrinho, a pouco mais de cinco quilómetros da fronteira de Valença, para primeiro interrogatório judicial e fixação de medidas de coação, acrescentou a fonte.

Durante o dia de hoje, o homem prestou declarações na Guardia Civil em Pontevedra e recebeu ainda a visita de um familiar, declararam fontes à agência Lusa.

O suspeito foi detido hoje em Vigo, na Galiza, quando conduzia a sua viatura, de matrícula portuguesa, que tinha ido buscar a um parque de estacionamento, indicaram logo pela manhã à Lusa fontes policiais.

As mesmas fontes explicaram que a viatura do português, de 32 anos e natural de Paredes de Coura, esteve num parque de estacionamento público em Tui, junto à fronteira de Valença, nos últimos dias.

Contudo, essa informação não foi revelada publicamente, o que terá permitido esta detenção, já que a viatura estava sob vigilância permanente da Guardia Civil, segundo as mesmas fontes.

O homem foi detido cerca das 07:45, no centro da cidade de Vigo, depois de, horas antes, ter levantado a mesma viatura, que também chegou a ser procurada em Portugal pela GNR.

Estava a monte desde quinta-feira, juntamente com o mais perigoso dos dois sequestradores, um galego de 45 anos, e era procurado pelas polícias dos dois países.

O outro suspeito do sequestro ao médico português, de 62 anos, continua em paradeiro desconhecido. Este já foi detido 42 vezes em mais de vinte anos, nomeadamente por dezenas de assaltos à mão armada na Galiza.

Antes deste sequestro, um caso típico de 'carjacking' (roubo de viatura através de métodos violentos), mas que se prolongou durante vinte horas, até à tarde da passada sexta-feira, o português estava conotado na Galiza, onde morou cerca de oito anos, pelo menos com o assalto à mão armada a dois postos de abastecimento de combustíveis - juntamente com o galego procurado -, e ainda pela posse e pequeno tráfico de droga.

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