Sentimento de insegurança é difícil de combater

O secretário geral de Segurança Interna reconheceu hoje que é difícil combater a insegurança sentida pelos cidadãos, afirmando que a divulgação regular de dados pode ajudar a enfrentar o fenómeno.

Antero Luís falava na apresentação do Relatório Anual de Segurança Interna 2011(RASI), que indica uma baixa da criminalidade participada pelos cidadãos em dois por cento no ano passado, comparativamente com 2010.

Do mesmo modo, o responsável disse não ser possível apurar, nem por estimativa, o valor real da criminalidade, incluindo a que não chega ao conhecimento das autoridades, conhecida por "cifras negras".

Afirmando que há pouca gente que não conheça os seus direitos e os faça valer quando é vítima de um crime queixando-se às autoridades, Antero Luís mostrou-se convicto de que nesses valores "a tendência é para diminuir".

De qualquer modo, disse desconhecer formas que permitam apurar qual a percentagem de crimes que não entra nas estatísticas oficiais.

Antero Luís disse que a baixa da criminalidade tornou 2011 no melhor dos últimos três anos e considerou que Portugal "continua a ter níveis de segurança e criminalidade dos mais baixos a nível europeu". "Devemos congratularmo-nos com isso", disse.

Acerca do Relatório, o magistrado realçou, entre outros pormenores, o facto de, entre uma população emigrante calculada em cinco milhões de pessoas, haver apenas 2.481 detidos no estrangeiro, enquanto em Portugal, com o dobro da população há quatro vezes mais cidadãos nacionais nas cadeias (10.133).

A justificação que encontra é a boa integração dos portugueses nas comunidades para onde se deslocam.

Para o próximo ano, disse que uma das prioridades das autoridades é aumentar a visibilidade policial nas ruas de modo a diminuir "crimes de ocasião" como são os roubos por esticão, que subiram 21,2 por cento relativamente a 2010.

A criminalidade participada à GNR, PSP e PJ desceu dois por cento em 2011 face ao ano anterior, tendo a criminalidade violenta e grave sofrido uma diminuição mais ligeira (1,2 por cento).

O relatório indica que em 2011 aumentaram os crimes de roubo por esticão (mais 21,2 por cento), roubo a ourivesarias (mais 14,2%), furto em residência (mais 6,2%) e roubo em residência (mais 7,3 por cento).

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG