Secundárias públicas fora do top 40 do ranking das escolas

Exames. Academia de Santa Cecília, de Lisboa, sobe ao primeiro lugar. Número de escolas com média positiva volta a subir

Academia de Música de Santa Cecília (Lisboa), Colégio Cedros e Colégio Nossa Senhora do Rosário (ambos do Porto). São estas as três melhores escolas secundárias de 2016, de acordo com os rankings elaborados pelo DN com base nos exames nacionais. Em relação ao ano passado, no que respeita ao "pódio", só mudam as posições. Em 2015, tinha sido o Colégio Cedros a liderar a listagem. Não há escolas públicas entre as 40 primeiras.

A hegemonia do setor particular e cooperativo nestes rankings volta a confirmar-se e a acentuar-se. Pelo nono ano consecutivo, não há escolas públicas nas 10 primeiras. A última a consegui-lo, no ano de 2013, foi a Escola Básica e Secundária Monte da Ola, em Viana do Castelo, que então alcançou um sensacional 9º lugar na lista geral.

A melhor pública, nos rankings do secundário deste ano, é a Básica e Secundária D. Filipa de Lencastre, de Lisboa, que fica no 41.º lugar. A média alcançada pelos alunos deste estabelecimento nos 10 exames com mais inscritos é de 12,74 valores, o que representa 3,8 pontos abaixo do desempenho da Academia de Música de Santa Cecília, que chegou aos 15,82 valores.

É a posição mais baixa da melhor estatal pelo menos desde 2008. No ano passado, a melhor pública a Secundária do Restelo - tinha ficado na 37.º posição. A mesma escola desce agora para o 49.º lugar, uma posição abaixo da também pública Básica e Secundária Clara de Resende, do Porto. E estas são as três únicas representantes do setor estatal entre as 50 melhores.

No topo da tabela, além das três primeiras, repetem a presença na lista das 10 melhores o Colégio St.Peter"s School, de Setúbal, que sobe do sétimo para o quarto lugar; o São João de Brito, de Lisboa, que perde uma posição, passando a ser sexto ; e o Colégio Luso-Francês, do Porto, agora 10.º classificado.

Mas nem tudo são boas notícias para os privados. O Colégio Liverpool, do Porto - um estabelecimento cuja anuidade no 12.º ano ascende aos 3245 euros, de acordo com a sua página da Internet - ocupa pelo segundo ano consecutivo o último lugar da tabela nacional- a 621ª posição -, com uma média de 6,01 valores nas provas consideradas no ranking do DN, piorando os 6,41 valores do ano passado.

Três outros colégios privados ficam abaixo da posição 600 no ranking: Torre Dona Chama, de Bragança (618); São José do Ramalhão, de Lisboa (606); e Externato Académico, do Porto (605).

Menos escolas no vermelho

Em termos globais, os exames nacionais deste ano voltaram a trazer boas notícias às escolas públicas e privadas portuguesas, sendo cada vez menor o número de estabelecimentos que - dentro do universo das 18 disciplinas com mais inscritos - ficam abaixo da média de 9,5 valores, já considerada positiva.

Depois do "desastre" de 2013 - ano em que apenas cerca de 30% das escolas nacionais conseguiram atingir ou superar essa média -, a evolução tem sido constante nos últimos três anos. Desta vez, entre 621 estabelecimentos analisados, apenas 98 ficam abaixo dessa bitola, naquele que será um dos melhores resultados globais de sempre. As classificações mais altas também evoluíram.

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