Secretário-geral quer partilha de equipamentos e concentração do investimento

O secretário-geral da NATO deixou hoje um apelo à partilha de equipamento militar entre países-membros da organização e defendeu que estes devem apostar em áreas específicas de segurança e defesa e não dispersar o investimento.

"O futuro é o que chamo de defesa inteligente ['smart defence'], gastar as verbas de uma forma inteligente", afirmou Anders Fogh Rasmussen aos jornalistas, no final de um encontro com o ministro português da Defesa no Forte de São Julião da Barra.

Antes de responder a questões, e depois de ter classificado o encontro como "uma troca de pontos de vista muito positiva", o secretário-geral da NATO expôs o seu pensamento sobre como os países devem gerir os seus orçamentos para a Defesa em período de austeridade e disse querer levar este tema a discussão na reunião ministerial de outubro em Bruxelas.

"Vivemos um período de austeridade e acho que todos os ministros da Defesa dentro da Aliança se debatem com esse desafio de conseguirem ser eficientes com escassos recursos", referiu, defendendo que, para além de ser preciso "traçar prioridades", é necessário mais "cooperação" na formação e treino e "partilha de equipamento" entre países.

"Essa é a essência da 'smart defence' (...) traçar prioridades em vez de nos dispersarmos com pequenos investimentos em todo o tipo de equipamentos", advogou.

Na sua exposição, Rasmussen deu o exemplo de um plano de "cooperação multinacional" entre 10 países aliados e dois países parceiros da NATO, que compraram conjuntamente três aviões de transporte C-17.

"Individualmente não o conseguiriam, mas partilhando recursos puderam fazê-lo juntos", concluiu.

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