Secretário de Estado do Ambiente diz que os taxistas são "pouco sérios"

José Mendes admite, no entanto, que é necessária adaptação da Uber à regulamentação vigente. Mas repete acusações

José Mendes, o atual secretário de Estado Adjunto e dos Transportes, que em 2014 escrevera num artigo de opinião publicado no JN que a Uber era um caso de sucesso e considerava os taxistas "pouco sérios", assume não ter mudado de opinião apesar de estar agora num cargo governativo.

Em rota de colisão com o titular da pasta do Ambiente, João Matos Fernandes, que assumiu o apoio aos taxistas na "guerra" com a Uber, o secretário de Estado disse à TSF que, apesar de não querer generalizar, pensa que os taxistas são "pouco sérios na escolha dos percursos", frisando que "o relato de más experiências na praça de táxis do aeroporto de Lisboa não é propriamente coisa rara".

José Mendes reconhece ainda que a Uber é "um caso de sucesso à escala internacional", mas assinala que "há uma regulamentação vigente e essa regulamentação deve naturalmente ser aplicada". À TSF, o secretário de Estado admite que a Uber "formalmente não existe", uma vez que "não entrou nenhum pedido de licenciamento nas autoridades da mobilidade e transporte para uma forma de serviço prestada por uma empresa chamada Uber". E ressalva que "quando se faz transporte devemos submeter-nos à regulamentação própria do sector".

Na terça-feira, o ministro do Ambiente disse no parlamento que "a lei é clara quando diz que, para haver transporte de passageiros, ele só pode ser feito por operadores de transporte", realçando que "a Uber não é um operador de transporte". Na comissão parlamentar conjunta de Ambiente e Economia, José Matos Fernandes explicou que o Governo defende que "haja novas plataformas de contratação de transporte, só que para operadores de transporte" e a Uber não tem este estatuto.

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