"Se Passos se mudar talvez resolva os problemas dele"

O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, considerou hoje que a forma de resolver o problema de Passos Coelho querer "mudar tudo" era ser o primeiro-ministro a "mudar-se para bem longe".

Mário Nogueira reagia assim, em conferência de imprensa na Fenprof, às declarações de Pedro Passos Coelho, que hoje defendeu ser preciso clarificar para futuro a fixação de serviços mínimos, dizendo ter sido a primeira vez que um colégio arbitral determinou não os decretar para a greve dos professores.

"Nós temos um Governo que gostava de viver num país sem leis. Incomoda a Constituição, as leis de bases que estabelecem normas para os diversos setores, as leis que têm a ver com serviços mínimos. O senhor primeiro-ministro acha que tem mudar tudo", declarou.

Na opinião do secretário-geral da Fenprof, "havia uma forma de resolver este problema ao senhor primeiro-ministro, que era ser ele a mudar-se".

"Se o senhor primeiro-ministro se mudar e se mudar para bem longe - aliás tem exemplos de outros que o antecederam e foram todos mudados para fora do país. Se o senhor primeiro-ministro rapidamente se mudar, eu penso que talvez resolva os problemas dele e, sobretudo, vai resolver o problema dos portugueses", defendeu.

Sobre Cavaco Silva, Mário Nogueira disse esperar que o "Presidente da República não veja apenas para um dos lados" e denote que "há um Governo que é absolutamente prepotente".

"Que ele mesmo [Presidente da República] possa ser, se assim o entender, um fator de mediação do conflito, mas com uma certeza: é que o senhor Presidente da República tem que perceber que há dois lados. Há o lado que tem tido uma intransigência absoluta e que quer dentro de três meses pôr na rua milhares de profissionais", enfatizou.

Na opinião do dirigente sindical, a única solução neste momento "é continuar" e manter níveis de adesão à greve.

"No sábado é fundamental que a rua se transforme no local da luta. Era importante que a população viesse para a rua e se solidarizassem com os professores. Um Governo que não respeita os seus professores é um Governo que não respeita o país em que governa", apelou.

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