Sargentos da GNR recusaram hoje almoçar em protesto

Sargentos de várias unidades da GNR recusaram hoje almoçar em algumas instalações da Guarda Nacional Republicana em sinal de descontentamento da classe, disse à agência Lusa fonte da corporação.

O presidente da Associação Nacional de Sargentos (ANS), José O'Neil, confirmou à Lusa o protesto dos sargentos, sublinhando que foi organizado pelos próprios, não estando ligado a qualquer associação.

As instalações do Comando-Geral da GNR, da Unidade de Controlo Costeiro, do Comando Administrativo e Recursos Internos, em Lisboa, e da Escola Prática da GNR, em Queluz, foram algumas das unidades onde os sargentos recusaram almoçar.

Entre os motivos do descontentamento estão a indefinição da idade para entrar na reserva e reforma, o não pagamento dos retroativos desde 2010 referente aos índices remuneratórios, congelamentos nas promoções, falta de investimento na formação e a tentativa de afastar os sargentos de comandar os postos da GNR, segundo a ANS.

José O'Neil adiantou que o protesto foi uma forma de alertar o comando-geral da GNR para a falta de diálogo e resolução dos problemas.

Também o presidente da Associação Nacional de Guardas (ANAG-GNR), Vergílio Ministro, disse à Lusa que sargentos de várias unidades da GNR recusaram hoje almoçar para manifestaram "o grande descontentamento".

O presidente da ANAG afirmou que os sargentos protestam também contra as condições dos locais onde são servidas as refeições em comparação com as messes dos oficiais

Vergílio Ministro disse ainda que o protesto poderá vir a repetir-se no futuro e contar com a participação da classe dos guardas.

Na próxima semana, as associações socioprofissionais da GNR têm marcadas reuniões com o comandante-geral da Guarda Nacional Republicana.

Contactado pela Lusa, o Comando-Geral da Guarda afirmou que recusar o almoço não é um protesto, uma vez que é facultativo.

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