Santarém continua a ser o distrito mais afetado

O distrito de Santarém é o que mais condicionalismos apresenta devido ao mau tempo, que também provocou o corte de estradas e alertas de cheias em Braga, Porto, Coimbra e Aveiro, revelou hoje a Proteção Civil.

Segundo Marco Martins, Adjunto de Operações na Autoridade Nacional de Proteção Civil, ao princípio da tarde o condicionamento de estradas municipais devido ao mau tempo verifica-se sobretudo os distritos de Braga, Coimbra, Porto, Aveiro e Santarém, apresentando este último "o maior número de condicionalismos".

Os problemas "advêm da chuva persistente e forte, com um acumular de precipitação dos últimos dias, que interfere significativamente para o estado destas estradas, que estão condicionadas. Associado a isso, também temos as bacias dos rios Douro, Mondego e Tejo, que condicionam também alguns locais em termos de cheias e inundações", acrescentou o responsável.

Os dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) "apontam para chuva forte e persistente durante o dia de hoje até cerca das 22:00".

A Proteção Civil recomenda aos cidadãos "um conjunto de medidas preventivas".

Para os condutores é aconselhado o cuidado com os lençóis de água que se formam, não atravessarem qualquer zona de cheias. A abstenção de prática de desportos associados à náutica e cuidados na circulação junto à orla costeira, são outros conselhos dados por Marco Martins.

Num balanço atualizado às 14:00, a Proteção Civil especifica que no distrito de Santarém há estradas cortadas nos concelhos de Constância, Abrantes, Vila Nova da Barquinha, Golegã, Alpiarça, Santarém, Cartaxo, Coruche e Benavente.

No município de Santarém está submersa a Estrada Nacional (EN) 365 na Ponte do Alviela, a jusante do Pombalinho, isolando a povoação do Reguengo do Alviela.

Está também submersa a EN 365 entre Vale de Figueira e Pombalinho na zona de Chões e a Estrada Municipal (EM) 1345, que liga a Ribeira de Santarém a Vale Figueira, junto à Ponte de Palhais.

Em Constância está submerso o parque de estacionamento junto ao rio Zêzere, assim como a estrada do Campo, que liga a Montalvo.

Em Abrantes, está inundada a praia fluvial de Alvega e casa de apoio e a fonte dos Touros, em Rossio ao Sul do Tejo, e em Vila Nova da Barquinha verifica-se a submersão parcial do cais de Tancos.

No concelho da Golegã há vários campos agrícolas inundados e estão submersas a EM 30, que liga Azinhaga à Ponte do Cação, a EM 1, entre a Ponte da Broa e a Ponte dos Lázaros, a EM 07 que liga a EN 365 ao Pombalinho, e a EN 365 que liga Pombalinho a Santarém.

Em Alpiarça está submersa a estrada do Mouchão, no Cartaxo o cais da marina de Valada encontra-se inoperacional e em Benavente está submersa parcialmente a EM 1456.

Em Coruche, estão submersas a EM H na ponte do Rebolo e a EM 1427 na Ponte da Amieira, assim como a estrada de Meias e a zona de campos agrícolas na margem esquerda do rio Sorraia.

No distrito de Viseu, em Resende, está isolada a povoação de Valonguinho, na freguesia de Barrô, devido ao desabamento de parte da EM que dá acesso a esta localidade. A EM 537, que liga Barrô a Penajoia, está cortada devido a deslizamento de terras.

Em Águeda, no distrito de Aveiro, estão cortadas cinco estradas municipais devido a inundação, nomeadamente a EM Espinhel - Oronhe, a EM do Túnel do Sardão, EM Fontinha - Almiar, EM Campo em Recardães e a EM Fontinha - Alquerobim.

Em Ovar está condicionada a uma faixa a estrada da praia do Furadouro.

Em Celorico de Basto, no distrito de Braga, está cortada devido ao deslizamento de terras a estrada nacional de Celorico de Basto - Agildo.

Ainda no distrito de Braga está cortada em Guimarães a EN 309 em São Trocado devido a inundação e em Viera do Minho um dos acessos à Barragem da Caniçada, a EM 1394, está cortada devido a deslizamento de terras em São Miguel.

No distrito de Coimbra há três estradas cortadas: a estrada do campo entre Pereira e Formoselha, no concelho de Montemor-o-Velho, está cortada devido a inundação e as EN 544 (Arganil), entre Arganil e Monte Alto, Estrada Regional 235 ao quilómetro 0.8, em Penacova, estão cortadas devido a deslizamento de terras.

A Proteção Civil está também em alerta para a possibilidade de um aumento do caudal do rio Douro, depois de na sexta-feira a subida do nível das águas ter atingido a zona do cais do Peso da Régua.

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