Sampaio da Nóvoa: "Votar em Marcelo é o mesmo que escolher uma rifa"

Candidato acusa Rebelo de Sousa e Maria de Belém de não terem estado do lado da Constituição. Arranque da campanha no interior

Em Seia, António Sampaio da Nóvoa iniciou o período oficial da campanha a recordar que, "num momento-chave do nosso passado recente, quando o que estava em causa era a defesa da Constituição, tanto Marcelo Rebelo de Sousa como Maria de Belém estiveram do lado dos que entenderam que a Constituição valia menos que o apoio dos credores".

Por um lado, acusou o candidato presidencial, num almoço-comício com cerca de 200 pessoas, Marcelo defendeu que não lembrava "ao careca" pedir a fiscalização constitucional dos cortes de salários e pensões em 2012, e por outro Maria de Belém não acompanhou o pedido de fiscalização desse Orçamento do Estado feito por deputados socialistas.

Sobre Rebelo de Sousa, Nóvoa carregou ainda mais nas tintas: "Votar em Marcelo é o mesmo que escolher uma rifa, nunca se sabe o que nos calha em sorte." Afinal, atirou, depois dos debates, "com tantas omissões e contradições", os portugueses não saberiam "qual dos Marcelos" teriam em Belém, "no caso cada vez mais improvável de Marcelo Rebelo de Sousa ganhar as eleições". Se o Marcelo que, "em campanha, anda de namoro pegado com o Estado social" ou se aquele que, em 2010, defendeu o projeto de revisão constitucional de Passos Coelho, que acabava com a gratuitidade na Saúde e equiparava escolas públicas e privadas.

Sampaio da Nóvoa defendeu-se de quem o acusa de não ter passado na política. "Quando foi preciso marcar a diferença, em nome da Constituição, do país, dos trabalhadores e reformados, não faltei e não me escondi, não estive em silêncio", atirou, recordando as suas intervenções das comemorações do 10 de junho de 2012 e nos encontros da Aula Magna contra a austeridade, promovidos então por Mário Soares.

"Se eu sou o candidato da inexperiência", disse, "de que serviu a tão grande experiência de Marcelo Rebelo de Sousa e Maria de Belém", questionou. A resposta estava dada.

Falando no distrito da Guarda, onde arrancou com a campanha (e de Seia o candidato seguiu para a Guarda, Mangualde e Viseu), Sampaio da Nóvoa sublinhou a necessidade do futuro presidente da República "garantir a unidade do Estado". "Lutar contra as desigualdades, que afetam todos, mas mais o interior; lutar contra o desemprego, que afeta todos, mas mais o interior; e lutar contra o desperdício de pessoas e recursos, que afeta todos, mas mais o interior", é a prioridade de uma candidatura que quer resgatar um "novo tempo".

Sem hino de campanha, o almoço terminou com o Hino Nacional.

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