Costa saúda, através de Sócrates, os que contribuíram para o Túnel

"Quero, na pessoa do senhor José Sócrates, saudar todos aqueles que contribuíram para que esta obra tenha sido concluída"

O primeiro-ministro, António Costa, disse hoje que inaugurar o Túnel do Marão abre séculos de oportunidades para Trás-os-Montes e, na pessoa de José Sócrates, saudou todos os que contribuíram para a sua conclusão.

"Hoje é um dia histórico para o país com a inauguração desta infraestrutura", afirmou António Costa, no seu discurso que teve como palco o interior de uma das galerias do Túnel do Marão.

"E quero, na pessoa do senhor engenheiro José Sócrates, cumprimentar e saudar todos aqueles que desde 2007 até hoje contribuíram para que esta obra tenha sido concluída", salientou.

O primeiro-ministro aproveitou para homenagear os que trabalharam e projetaram esta obra e os autarcas que se bateram pela conclusão da autoestrada que liga Amarante a Vila Real.

O Governo convidou os dois antigos primeiros-ministros com intervenção na construção do Túnel do Marão: José Sócrates aceitou e Passos Coelho alegou compromissos já assumidos.

Foi durante o Governo de José Sócrates que a construção desta nova autoestrada, que liga Amarante a Vila Real, começou a ser construída.

Durante o seu discurso, o primeiro-ministro considerou ainda que esta infraestrutura é a mais importante do país desde a ponte sobre o Tejo, inaugurada há 50 anos.

"Nenhuma outra infraestrutura tinha sido tão relevante para vencer para barreira natural. Há 50 anos o Tejo, hoje o Marão. E vencer esta barreira do Marão tem um profundo significado", salientou.

Para Costa vencer esta barreira "é rasgar um ciclo de novas oportunidades ao desenvolvimento e de novas oportunidades à projeção do país na economia global".

"Esta barreira significou efetivamente décadas de atraso para a região e rasgar este túnel abre século de oportunidades de desenvolvimento para Trás-os-Montes", frisou.

Mas, e se as infraestruturas são necessárias, o primeiro-ministro diz que não são condições suficientes para o desenvolvimento e, por isso, considerou que é preciso "não desperdiçar a oportunidade que esta nova autoestrada constitui" e "ter uma nova visão estratégica sobre a inserção da região no espaço global".

Protestos ao longe

Professores, pais e alunos de colégios privados concentraram-se perto do Túnel do Marão, em Vila Real, para protestarem contra a redução do contrato de associação.

Enfrentaram a chuva, o nevoeiro e o frio que hoje se faz sentir na serra para mostrar ao primeiro-ministro o descontentamento com o recente despacho do ministério da Educação que dizem que vai levar ao encerramento destes estabelecimentos de ensino.

Pela encosta espalharam tarjas onde se podia ler "Em defesa da escola Ponto", "PM não feche a nossa escola" ou "Educação: liberdade de escolha!". Em pequenos cartazes que muitos empunhavam estava escrito "A escola do meu filho? Sou eu que a escolho!".

António Costa veio ao Túnel do Marão inaugurar esta autoestrada que vai ligar Amarante a Vila Real. A cerimónia decorreu dentro da infraestrutura rodoviária.

Porque têm que ficar cá fora os manifestantes não podem ser vistos mas, para se fazerem ouvir, trouxeram, megafones e apitos. A ideia é fazer barulho para chamar a atenção para esta causa.

"A nossa escola sempre foi uma escola pública, ao contrário do que tem sido dito a nossa escola não escolhe ninguém, é uma escola para todos, é uma escola inclusiva, recebe alunos independentemente da sua condição económica. Só se trata de ideologia, de quem é o dono do edifício ", salientou o professor Fernando Coelho, do Colégio Salesiano de Poiares, concelho de Peso da Régua.

Se Passos fosse PM não inaugurava o túnel do Marão

"Creio que o túnel do Marão é uma obra bastante consensual em Portugal. Não vale a pena reclamar louros sobre ela. Mesmo que eu fosse primeiro-ministro, coisa que hoje não sou, e a obra fosse inaugurada amanhã [hoje], eu não estaria lá", referiu Pedro Passos Coelho.

O ex-primeiro-ministro, que falava no Porto à margem da apresentação das publicações "Europa - Pela Nossa Terra" disse que "nunca" esteve numa obra de inauguração enquanto liderou o Governo.

"Nem de estradas, nem de autoestradas, nem de pontes, nem de coisa nenhuma. Estaria lá com certeza o senhor ministro da Economia em representação do Governo", afirmou.

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