Rui Vilar: PR pode intervir num arranjo de governação

Para o presidente do conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian, Aníbal Cavaco Silva tem legitimidade para, após as eleições, intervir nos arranjos de governação em benefício de um executivo de maioria, mesmo que isso implique formar um governo que deixe de fora o vencedor das próximas eleições legislativas.

Em entrevista ao Gente que Conta, Rui Vilar, que foi ministro da Economia e vice-governador do Banco de Portugal, defendeu que o momento crítico para Portugal foi quando, em 2009, o País "descolou" de Espanha e não foi capaz de fazer o ajustamento orçamental que a crise exigia. Sublinhando que é crucial, apesar do memorando assinado com a 'troika', manter níveis mínimos de investimento, o presidente da Gulbenkian afirma que as taxas de juro a que o País está sujeito têm uma componente de penalização por parte da União Europeia, já que nem todos os estados-membros são favoráveis aos "esquemas de ajuda" dirigidos a países em dificuldades.

Rui Vilar defendeu ainda que a Caixa Geral de Depósitos deve continuar no "perímetro público" como instituição bancária de referência e referiu que a supervisão do Banco de Portugal evoluiu profundamente nos tempos mais recentes. Em matéria de fiscalização das fundações, afirma que há todas as condições para controlar estes organismos e que o sector público tem sido responsável pela constituição de fundações que são "veículos de desorçamentação".

Dos políticos, o ex-ministro espera responsabilidade e admite uma intervenção do presidente da República que exclua o partido vencedor das próximas eleições legislativas, em nome de um Governo de maioria formado pelos partidos que não ganharem nas urnas.

Leia mais no e-paper do DN.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG