Ruas: Governo era "difícil no tratamento com autarquias"

Apesar de considerar o, ainda, Governo como "dos mais difíceis no tratamento com as autarquias e centralista" a Associação Nacional de Municípios (ANMP) "não se quer envolver em questões de eleições" mas deseja que "o próximo veja os municípios como uma outra face do poder e não como oposição".

Apesar desta postura o presidente da ANMP não vê "desvantagens para os municípios" com a queda do Governo. Antes pelo contrário". O alívio de Fernando Ruas chama-se PEC 4 "que era desagradável para os municípios". Quanto a um próximo Governo a ANMP deseja-o "menos centralista e que não olhe as autarquias apenas pela postura financeira mas numa lógica de desenvolvimento do país".

Ruas lembra que "em tempo de crise é fácil cortar nos municípios mas são cortes cegos e mecânicos que causam problemas aos destinatários das transferências".

Apesar da posição protocolar Ruas, "na qualidade de presidente da mesa do congresso do PSD, aplaude a demissão do Governo". "Perante o contínuo desconhecimento do dia seguinte não há nada melhor que dar voz ao povo", adianta. O social-democrata recorda que "ninguém sabia se haveria mais PEC"s e era preciso clarificar a situação, que não era agradável para o Governo, que era minoritário". Quanto à solução de Governo Ruas não diz se deve ser com o CDS ou PS mas avisa que "quanto mais alargada for a sustentação do próximo Governo tanto melhor para o país".

Um futuro Governo de que Ruas não afasta vir a fazer parte: "nem sei se o carteiro vai tocar mas não digo que desta água não beberei", mas, afiança que "não está a pensar mudar de vida" até porque, justifica, "sente-se bem no poder local".

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