Rouba ambulância e quase atropela mulher e bebé

Homem roubou uma ambulância dos bombeiros da Póvoa de Varzim e com a ajuda do sistema de GPS a polícia conseguiu deter o indivíduo. Durante a fuga bateu num carro e quase atropelou uma mulher e um bebé

"Uma situação fora do normal". A afirmação é do comandante dos bombeiros voluntários da Póvoa do Varzim, Francisco Nova, sobre o roubo de uma ambulância da corporação na noite de quinta-feira.

"Uma das nossas equipas foi levar um doente ao hospital da Póvoa do Varzim. Retiraram o doente da maca, levaram-no até às urgências e quando voltaram já não encontraram a ambulância", conta Francisco Nova ao Diário de Notícias.

Ligaram para a central a explicar o sucedido e, "através do sistema GPS, conseguiram ver que a ambulância seguia na EN 13, em direção a Vila do Conde". Os bombeiros ligaram então para as autoridades que conseguiram travar a fuga do indivíduo. Elementos da PSP de Vila do Conde e Póvoa do Varzim detiveram o homem na rotunda do McDonalds.

Antes, durante a fuga, um senhor que ia à frente da ambulância travou para deixar passar na passadeira uma mulher com um bebé. O assaltante seguia a grande velocidade na EN 13 e bateu na parte de trás do carro. "O senhor acredita que se não tivesse abrandado ele teria atropelado a mulher e o bebé por causa da velocidade a que ia", relata Francisco Nova. "A ambulância só abrandou porque embateu na traseira do carro", sublinha.

Depois do acidente, o homem continuou com a fuga, mas acabou por ser detido, tendo sido presente a tribunal durante a manhã desta sexta-feira.

"É uma situação fora do normal", admite o comandante da corporação dos bombeiros, que destaca a importância do sistema de GPS. "Foi o que evitou mal menores".

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Dos pobres também reza a história

Já era tempo de a humanidade começar a atuar sem ideias preconcebidas sobre como erradicar a pobreza. A atribuição do Prémio Nobel da Economia esta semana a Esther Duflo, ao seu marido Abhijit Vinaayak Banerjee e a Michael Kremer, pela sua abordagem para reduzir a pobreza global, parece indicar que estamos finalmente nesse caminho. Logo à partida, esta escolha reforça a noção de que a pobreza é mesmo um problema global e que deve ser assumido como tal. Em seguida, ilustra a validade do experimentalismo na abordagem que se quer cada vez mais científica às questões económico-sociais. Por último, pela análise que os laureados têm feito de questões específicas e precisas, temos a demonstração da importância das políticas económico-financeiras orientadas para as pessoas.

Premium

Marisa Matias

A invasão ainda não acabou

Há uma semana fomos confrontados com a invasão de territórios curdos no norte da Síria por parte de forças militares turcas. Os Estados Unidos retiraram as suas tropas, na sequência da inenarrável declaração de Trump sobre a falta de apoio dos curdos na Normandia, e as populações de Rojava viram-se, uma vez mais, sob ataque. As tentativas sucessivas de genocídio e de eliminação cultural do povo curdo por parte da Turquia não é, infelizmente, uma novidade, mas não é por repetir-se que se deve naturalizar e abandonar as nossas preocupações.