Ricardo Salgado pode ter o telefone sob escuta

Para garantir que o banqueiro não contacta com outros arguidos é possível que o juiz valide a interceção de chamadas.

Ricardo Salgado, preso em casa e proibido de contactar com os outros arguidos do processo BES, pode fazer telefonemas e falar com quem bem entender nas redes sociais? Na prática, pode. Mas para evitar os perigos de perturbação do inquérito e de conservação da prova o Ministério Público (MP) "pode pedir ao juiz de instrução que valide escutas telefónicas ao arguido", explicou o penalista Magalhães e Silva. Nesta fase de inquérito, tutelada pelo MP, "o processo está em segredo de justiça e nem se vai saber se esse controlo das escutas foi autorizado".

Magalhães e Silva lembra que "as interceções telefónicas são a única forma que existe de se poder controlar os contactos por telefone que um arguido faz".

A Procuradoria-Geral da República confirmou ao DN que o Ministério Público não queria esta medida de coação e propôs antes que "fossem aplicadas ao arguido as medidas de coação de proibição de se ausentar do país, proibição de contactos e também a afetação a estes autos da caução já prestada pelo arguido no âmbito do processo Monte Branco" (os três milhões de euros que entregou para sair em liberdade, há um ano), como ontem o Público noticiou.

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