Reunião termina hoje com discurso de António Costa

Antes haverá um breve período de discussão das moções setoriais. Trabalhos recomeçam às 11:30

O 21.º Congresso Nacional do PS termina hoje, com o discurso de encerramento do secretário-geral, António Costa, antecedido pela eleição dos órgãos nacionais e de um breve período de discussão das moções setoriais.

A reabertura dos trabalhos está prevista para as 11:30 para, durante 45 minutos, serem apresentadas as dez moções setoriais que foram apresentadas a este Congresso.

A limitação proporcional dos salários dentro de cada empresa pública ou privada e a legalização da eutanásia, da prostituição e das drogas leves são algumas propostas que irão ser brevemente apresentadas, mas cuja votação apenas deverá acontecer numa reunião posterior da nova Comissão Nacional.

Para as 12:30 está prevista a intervenção de encerramento do secretário-geral do PS, António Costa, numa sessão que contará com representantes de PSD, CDS-PP, PCP, BE, PEV, PAN e Livre.

A Comissão Nacional do PS será o único órgão nacional político a eleger neste congresso, sendo a Comissão Política e o Secretariado Nacional (o órgão executivo) eleitos dentro de 15 dias.

A secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, é o primeiro nome da lista proposta pelo líder, António Costa, para a Comissão Nacional, órgão máximo do partido entre Congressos, constituída por 251 membros efetivos.

Muitos dos principais dirigentes do PS não integrarão a Comissão Nacional, porque vão fazer parte da Comissão Política ou do Secretariado Nacional.

Ainda incerta está a validação da lista para a Comissão Nacional apresentada pelo candidato derrotado à liderança, Daniel Adrião, que terá até ao início da manhã para "corrigir irregularidades" e incluir pelo menos uma mulher em cada três nomes.

O segundo dia de trabalhos ficou marcado pela intervenção do mais destacado crítico da atual solução governativa, Francisco Assis, que avisou que o Governo está suportado numa aliança contranatura e vive numa liberdade muito condicionada.

Para o eurodeputado socialista, o PS diverge do Bloco e do PCP em todas as questões essenciais, posição que foi depois contraditada por alguns dirigentes socialistas.

A sua intervenção foi, num curto momento, alvo de alguns assobios, mas foi escutada quase sempre em silêncio e mereceu no final palmas do secretário-geral, António Costa.

Sérgio Sousa Pinto, outro dos críticos da chamada 'geringonça', optou por não discursar ao Congresso por considerar que tal não seria útil para o partido, mas aceitou integrar a Comissão Nacional do PS.

Em sentido contrário, a intervenção de Manuel Alegre foi das que mais entusiasmaram o Congresso, onde reiterou a tese de que representaria "uma traição" se os socialistas, após as últimas eleições legislativas, tivessem viabilizado um novo executivo PSD/CDS-PP.

O histórico socialista, tal como outros congressistas, não esqueceu no seu discurso as eleições autárquicas do próximo ano: "É objetivo essencial ganhar as autárquicas para garantir e reforçar a sustentabilidade do Governo e para evitar certas tentações", disse.

Outro dos momentos altos do Congresso registou-se com a subida ao palco do ex-primeiro-socialista António Guterres, que não marcava presença numa reunião magna dos socialistas há 16 anos.

"Não podem imaginar as saudades que tinha de aqui estar", disse o antigo primeiro-ministro e ex-alto comissário das Nações Unidas para os refugiados, que entrou na sala ao som de Vangelis, banda sonora das suas campanhas eleitorais, e levantou o Congresso.

Foram várias as intervenções que procuraram contrariar a ideia de que o PS se teria radicalizado à esquerda, casos do presidente do partido, Carlos César - que considerou que foi o PSD que se moveu para a direita - ou da secretária-geral adjunta, Ana Catarina Mendes, que apontou a "direita austeritária" como a verdadeira adversária política.

No final do segundo dia de trabalhos, a moção de orientação nacional de António Costa foi aprovada por largo maioria.

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