Retrato dos dois meses de um preso especial na cadeia de Évora

Na quarta-feira, José Sócrates cumprirá 60 dias de detenção. Dois meses numa rotina com privilégios, dizem os guardas.

O ex-primeiro-ministro José Sócrates cumpre, na próxima quarta-feira, dois meses de detenção, primeiro nos calabouços da PSP de Lisboa e depois preso preventivo na cadeia de Évora. Desde que entrou na prisão alentejana concebida para ex-membros das forças de segurança e militares que Sócrates foi acusado de ter privilégios e de ser um recluso especial, segundo os guardas prisionais. Ou porque terá recebido umas botas de cano alto quando os outros presos não as podem usar, ou porque terá feito telefonemas do gabinete do diretor adjunto da cadeia ou ainda por, alegadamente, receber visitas fora dos dias previstos.

As acusações constam de um ofício do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional enviado na semana passada à ministra da Justiça e que está a ser averiguado pela Inspeção Geral da Justiça. Mas José Sócrates, que está numa cela individual e numa prisão para uma população específica, tem, ainda assim, de cumprir com a rotina e disciplina de uma sociedade atrás das grades. As celas abrem-se às 8.00 da manhã e encerram às 19.00. Os almoços começam a ser servidos no refeitório às 11.00 e terminam às 12.30. Os jantares começam a ser ser servidos às 17.00 e terminam às 19.00, segundo fonte prisional.

Nos intervalos, há o tempo de recreio: duas horas e meia de manhã, duas horas e meia à tarde. É no pátio das cadeias que os presos caminham, conversam, jogam à bola ou arranjam confusão.

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