Resultados de estudo que desaconselha Tamiflu "não se aplicam" a Portugal

A ministra da Saúde afirmou hoje que as conclusões de um estudo britânico que desaconselha a prescrição do Tamiflu a crianças infectadas com gripe A (H1N1) "não se aplicam" em Portugal, onde o medicamento está sujeito a indicação médica.

O estudo, publicado hoje no British Medical Journal, é subscrito por um grupo de médicos ingleses que desaconselham ao governo britânico a prescrição do Tamiflu (nome comercial da substância usada para combater o vírus da gripe A).

Os clínicos britânicos afirmam que os efeitos secundários do medicamento são demasiado fortes e não compensam o benefício que o Tamiflu pode ter no tratamento da gripe.

Questionada pelos jornalistas numa conferência de imprensa em que fez o balanço da epidemia da gripe em Portugal, Ana Jorge disse que a orientação do Ministério da Saúde é no sentido de o Tamiflu "só ser tomado com prescrição médica", enquanto no Reino Unido se optou por distribuir o medicamento "de forma generalizada" pela população, "sem controlo clínico".

Por isso, as conclusões do estudo "não se aplicam à situação portuguesa", frisou, embora reconhecendo que o Tamiflu pode provocar efeitos secundários, como vómitos ou dores de cabeça.

"Os antibióticos também e não deixamos de os receitar por isso. A decisão de prescrever o Tamiflu compete ao clínico", reiterou Ana Jorge.

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