Relatório aponta os 16 piores tribunais do país para os juízes

De secções do trabalho sem rampas para sinistrados a salas com milhares de processos no chão, há de tudo no relatório da ASJP

De norte a sul do país, há 16 tribunais que foram considerados os piores em condições de higiene, funcionalidade e segurança, num relatório divulgado pela Associação Sindical dos Juízes Portugueses. Tribunais instalados em contentores, alguns com ratos, outros com milhares de processos no chão, paredes rachadas e tetos a desabar, instalações eléctricas em paredes apodrecidas, inundações frequentes, tribunais do Trabalho sem rampas para sinistrados. Há de tudo. Os casos "dramáticos", segundo o relatório, são estes: Oliveira de Azeméis - 2ª secção de Comércio; Beja, secção de Trabalho;Barcelos - 2ª secção de Trabalho; Braga-Família e Menores; Covilhã - Secção de Trabalho; Faro - 1ª secção de Instrução Criminal; Lagos- secção genérica;Loures - 1ª secção de execuções;Vila Franca de Xira - 1ª secção do Comércio; Loures (central) - secção cível e 1ª secção do Trabalho; Loures (local) - secção cível;Porto (central) - 1ª secção de execução, Porto (local) - 1ª secção cível; Instância Local de Almeirim (Santarém) e Instância Local de Vila Pouca de Aguiar (Vila Real).

No ranking dos edifícios "indignos" para o exercício da Justiça encontram-se vários tribunais (atuais secções) do Trabalho, algumas sem condições para os sinistrados que ali se deslocam. É, por exemplo, o caso da secção do Trabalho de Braga, cuja inclinação das rampas dificulta o acesso das vítimas de acidentes laborais, refere o relatório.

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