Redução da criminalidade não é 'motivo de regozijo'

A redução da criminalidade participada "não deve ser motivo de regozijo", porque continua a haver "crimes a mais" disse hoje à Lusa o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães.

Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2011, a criminalidade participada à GNR, à PSP e à Polícia Judiciária desceu dois por cento face ao ano anterior, incluindo uma redução de 1,2 por cento nos crimes violentos.

Para Magalhães, antigo secretário de Estado da Administração Interna, "não se deve mostrar satisfação com esta redução da criminalidade participada".

"Houve mesmo assim crimes a mais. E o sentimento de insegurança das populações não deve ser desprezado, continua a existir. Esta baixa do número de crimes não deve ser motivo de regozijo, deve ser motivo para as forças de segurança continuarem mais preparadas, mais atentas", disse o deputado centrista eleito por Setúbal.

Magalhães destaca ainda o "bom senso político" do atual ministro da Administração Interna, Miguel Macedo: "Mostrou um bom senso que o antecessor nem sempre exibiu, ao não esconder nos números aquilo que é uma evidência, que é esse sentimento de insegurança".

Segundo o RASI, em 2011 as forças de segurança receberam um total de 405.288 participações, menos 8.312 queixas do que em 2010.

Entre os crimes que aumentaram estiveram os de roubo por esticão (mais 21,2 por cento), roubo a ourivesarias (mais 14,2 por cento), furto em residência (mais 6,2 por cento) e roubo em residência (mais 7,3 por cento).

O relatório indica também que foram registados 24.154 crimes violentos e graves, menos 302 que em 2010.

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