Rastreios falsos na saúde servem para vender colchões

Marina está sempre a receber chamadas para consultas, rastreios e testes clínicos. Há três semanas, disseram-lhe que estavam a ligar do centro de saúde, em Rio de Mouro, e propuseram um rastreio na área da dor.

Na mesma semana recorda-se de mais dois telefonemas: "Um foi de uma enfermeira a propor magnetoterapia. Eu disse que não queria. Quando disse que não sabia o que era perguntaram-me porque estava a recusar uma coisa que nem conhecia", conta a comerciante de 62 anos. Outro caso, "foi o de um rastreio ao coração e à osteoporose. Nesse até me disseram que iam a casa".

Situações que levam as pessoas a comprar produtos e tratamentos cada vez mais apresentados por falsos médicos. Rastreios gratuitos e exames de rotina que induzem compras entre 500 e três mil euros, seja de aparelhos magnéticos, auditivos colchões, massajadores ou almofadas. Muitas vezes são envolvidos centros de saúde e hospitais. Ocorrem em todo o País, sobretudo em Lisboa, em áreas como a diabetes, Alzheimer, doenças cardiovasculares ou em ortopedia.

Casos como estes estão a disparar em todo o País e já motivaram, inclusivamente, a investigação de autoridades como a Entidade Reguladora da Saúde, que recebeu 13 queixas este ano. Mas a DECO lidera os pedidos de ajuda. Este ano foram já 862, mais do que em todo o ano passado, com registo de 711.

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